São Paulo x Vitória

Ganso, Calleri e Lugano comemoram com Ytalo e João Schmidt no Morumbi (Foto: Ale Cabral)

Bruno Grossi e Marcio Porto
16/06/2016
19:08
São Paulo (SP)

Foi graças aos pés de Diego Lugano, Paulo Henrique Ganso e Jonathan Calleri que o São Paulo venceu o Vitória por 2 a 0, na última quarta-feira. O trio mostrou sintonia fina em campo – e cada vez mais com a torcida –, mostrando que uma boa relação no dia a dia pode render resultados na prática.

Para explicar, é preciso contar que, horas antes da partida no Morumbi, os três passaram a tarde conversando no CT da Barra Funda. Eles dividiram uma mesa no refeitório durante o café e se alongaram no papo. A cena pode já ser comum nos bastidores do clube, mas não deixa de ser importante.

Lugano, Ganso e Calleri formam uma espinha dorsal de um time que custou a encontrar sua identidade. Eles representam idolatria com os torcedores, capacidade de resolver em campo e entrega. Ou seja, são o espelho para o restante do grupo mirar.

Michel Bastos, Denis, Hudson, Maicon, Lugano e até Alan Kardec já foram capitães neste ano


De nada adiantaria, porém, ter a imagem a ser seguida, mas não ter seguidores. Aí aparecem os toques de outros expoentes. A autoridade de Maicon, o trabalho de Denis, o diálogo de Hudson, a seriedade de Rodrigo Caio e até as brincadeiras de Michel Bastos e Wesley. “Ter vários líderes” deixou de ser discurso barato para ser uma realidade que traz benefícios.

Nas preleções, a palavra não é só do capitão. Três, quatro, cinco tentam motivar os colegas. De Lucão e João Schmidt aos líderes mais consagrados. E o funcionamento tem sido tão bom que as lamentações pela aposentadoria de Rogério Ceni – até mesmo em relação às falhas iniciais de Denis – são muito mais raras do que se imaginava no fim da temporada passada.