Entrevista com Leco

Leco presidirá o São Paulo até o final de 2020 (Foto: Eduardo Viana)

Fábio Suzuki e Márcio Porto
19/04/2017
07:30
São Paulo (SP) 

Logo após o resultado final da eleição e a confirmação de sua vitória para presidir o São Paulo até 2020, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, criticou a campanha da oposição liderada por José Eduardo Mesquita Pimenta pelas ações que chamou de “agressivas” durante o processo eleitoral. O dirigente são-paulino não citou nomes, mas a afirmação também inclui o empresário Abílio Diniz, crítico ferrenho da atual gestão e que apoiou a chapa de Pimenta.

- Ganhar da forma como eu ganhei e de todas as pessoas de quem eu ganhei me dão um sabor excepcionalmente especial – comentou o presidente do São Paulo em coletiva à imprensa após vencer o pleito com 123 votos contra 102 de seu adversário.

- Me espantaram alguns métodos e formas de fazer a campanha política, tão agressivamente, tão determinada a ganhar a qualquer preço e qualquer custo. Todos os acordes de bondade, empregos, cargos, dinheiro... tudo foi oferecido – completou Leco.

Durante a campanha eleitoral, a chapa de oposição divulgou dois cheques que o atual presidente do São Paulo teria recebido nos valores de R$ 40 mil e R$ 100 mil, além de uma transferência no valor de R$ 40 recebidos em 2015.

Outra ação dos oposicionistas foi tentar adiar o pleito na Justiça para o final deste mês, além de solicitar o impedimento de todos os conselheiros vitalícios eleitos a partir de agosto de 2004, iniciativa que foi indeferida horas antes do início da eleição desta terça-feira.

- Isso aconteceu reiteradamente e é muito triste. Mas a gente coloca isso na disputa, no interesse de servir o São Paulo, pois sempre tem vencedores e perdedores, é normal, é da democracia. Estou feliz de continuar dando ao São Paulo um mundo de companheiros bons e importantes que eu tenho – completou o presidente são-paulino.