Protesto no CT do São Paulo

Torcedores organizados e comuns na porta do CT da Barra Funda na manhã deste sábado (Foto: Bruno Grossi)

Bruno Grossi
27/08/2016
13:49
São Paulo (SP)

O pânico vivido no CT da Barra Funda neste sábado não foi a única preocupação do São Paulo na semana. Nos dias que precederam a invasão de torcedores e agressão a Wesley e Michel Bastos após o treinamento desta manhã, funcionários e até patrocinadores do clube receberam ligações anônimas com ameças em nome da "torcida organizada", sem definir qual.

Os telefonemas foram direcionados à área de marketing do Tricolor, que funciona no Morumbi. As ameaças eram feitas de forma genérica sob alegação de ser uma fiscalização "contra coisas erradas". Para proteger os funcionários, o São Paulo entrou em contato com o Ministério Público de São Paulo para relatar os episódios dos últimos dias.

Depois, soube-se que as ameaças foram estendidas ainda para funcionários de empresas parceiras e patrocinadoras. O conteúdo das ligações era semelhante, cobrando cuidado e possíveis irregularidades nos contratos, além da mesma identificação como "torcida organizada". 

Assim como na agressão aos atletas neste sábado, o São Paulo assegura que estudará as medidas cabíveis para o caso. Nas redes sociais, a Torcida Tricolor Independente mantém as críticas ao presidente Carlos Augusto de Barros e Silva e ao diretor-executivo Gustavo Oliveira, mas reforça os pedidos de que os agressores e responsáveis por roubo de materiais do clube sejam presos.