Rodrigo Caio - Coletiva de Imprensa São Paulo

Rodrigo Caio tem contrato até outubro de 2018 (Foto: Maurício Rummens/Fotoarena/Lancepress!)

Bruno Grossi
23/11/2016
11:34
São Paulo (SP)

Terminou de forma negativa para o São Paulo a primeira rodada de negociações pela renovação com Rodrigo Caio. O Tricolor apresentou oferta de extensão do contrato e aumento salarial na última terça-feira e viu o estafe do atleta recusar. A informação foi publicada pelo GloboEsporte.com na manhã desta quarta e confirmada pelo LANCE!.

O vínculo atual do defensor de 23 anos termina em outubro de 2018. A diretoria são-paulina entende que aumentar o tempo de contrato é um gesto simbólico e uma consequência da necessidade de valorizar Rodrigo. O zagueiro já tem salários defasados em relação aos principais jogadores do elenco, o que ficou ainda mais evidente com a conquista do ouro olímpico, as frequentes convocações para a Seleção Brasileira principal e a procura de clubes europeus.

A primeira oferta de aumento, entretanto, foi considerada insuficiente pelo estafe de Rodrigo, que é agenciado pelo empresário Carlos Leite em parceria com seus familiares: o pai, Celso Russo, e o irmão, Rafael, além do advogado Régis Villas-Boas. A negativa não é tratada como algo definitivo e uma segunda rodada de negociações não deve tardar a acontecer.

E mesmo com o recuo inicial, quem trabalha com o zagueiro acredita que haverá acerto com o São Paulo, ainda que Rodrigo seja vendido já na próxima janela de transferências. Isso porque, com o novo contrato apresentando valores mais altos de salário e multa rescisória, será possível lucrar mais em uma eventual venda para a Europa.

Rodrigo Caio está no elenco profissional do São Paulo desde 2011 e é o segundo jogador do grupo atual com mais partidas pelo clube: 198, contra 201 de Lugano. Em 2014, estava perto de ser vendido ao Monaco (FRA), mas sofreu lesão no joelho esquerdo e o negócio não avançou. Em 2015, chegou a ser anunciado pelo Valencia (ESP), mas problemas com os empresários da época e a namorada do ex-presidente Carlos Miguel Aidar, Cinira Maturana, melaram a transferência. Por fim, neste ano, o Hamburgo (ALE) fez proposta de 12,5 milhões de euros, o Tricolor aceitou, mas o zagueiro recusou. O Napoli (ITA) também manifestou interesse, mas não chegou a efetivar oferta.