Bruno Grossi e Marcio Porto
22/09/2016
07:05
São Paulo (SP)

Eliminação para Ponte Preta, Penapolense, Bragantino, Audax, goleada histórica para os reservas do rival Corinthians... É para evitar mais um vexame, que se acumulam nos últimos anos, que o São Paulo encara o Juventude nesta quinta-feira, às 21h30, em Caxias do Sul, pelo jogo de volta das oitavas da Copa do Brasil.

A julgar pelo jogo de ida, a missão não promete ser fácil. O Tricolor foi derrotado por 2 a 1 no Morumbi pela equipe do técnico Antonio Carlos Zago, que disputa a Série C do Campeonato Brasileiro. Agora, os comandados de Ricardo Gomes precisam vencer por dois gols de diferença ou mesmo um desde que façam ao menos três. Não parece fácil. Mas o gigante São Paulo não precisa ir muito longe para ver que é possível.

Ano passado, a situação foi praticamente idêntica. Na mesma fase da Copa do Brasil, o time então comandado pelo colombiano Juan Carlos Osorio enfrentou o Ceará, que era o último colocado da Série B. O jogo de ida foi no Morumbi e os cearenses aprontaram: vitória por 2 a 1. Detalhe: com dois gols de Rafael Costa, feito repetido por Roberson do Juventude há três semanas.

Aquela derrota colocou em xeque o trabalho do revolucionário treinador colombiano, que atualmente dirige a seleção do México. Os críticos do moderno trabalho de Osorio utilizaram o resultado para criticá-lo. Então presidente do clube, Carlos Miguel Aidar entrou na onda e o repreendeu enviando mensagem no celular. A mensagem: “Pare de inventar”. O treinador ficou furioso.

Osorio foi à forra no jogo de volta, depois de preparar o time para evitar o vexame. A classificação veio com vitoria por 3 a 0 em Fortaleza, triunfo que devolveu à tranquilidade e deu mais confiança ao colombiano.

Agora, Ricardo Gomes conta com total apoio da cúpula para buscar a reação. No entanto, apesar de estar em início de trabalho, sabe-se que uma eliminação precoce para um time menor trará novamente um clima de pressão. A estrutura do clube está cansada de vexames.

– Temos de pensar primeiro e fazer um bom jogo. O torcedor estará do nosso lado se o time brigar, dependendo da classificação ou não. A torcida vai ficar ao nosso lado se a equipe for aguerrida e brigar até o fim. A atitude tem de ser de buscar a classificação até o final – analisou o lateral-direito Bruno.

A partida no Alfredo Jaconi poderá definir a temporada para o São Paulo. Se for eliminado, o foco será único: se assegurar rapidamente na Série A. É muito pouco.

OS ÚLTIMOS VEXAMES

Osasco Audax
Time comandado pelo ousado técnico Fernando Diniz chegou à final do Paulista este ano, mas queda nas quartas de final com goleada de 4 a 1 não está à altura do São Paulo. Time de Edgardo Bauza tomou um passeio em Osasco.

Corinthians
Um dos maiores vexames da história do São Paulo aconteceu ano passado, na Arena do Corinthians, em Itaquera. No desfecho do Brasileiro, o Tricolor tomou 6 a 1 dos reservas do arquirrival, que comemorava o título.

Bragantino
O São Paulo havia vencido o jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil de 2014 por 2 a 1, mas a volta foi trágica. Além do apagão dos refletores do Morumbi que atrasou o jogo, derrota por 3 a 1 de virada. O Bragantino fez a festa.

Penapolense
O pouco tradicional time do interior paulista eliminou o Tricolor nas quartas de final do Paulista de 2014, com vitória nos pênaltis por 5 a 4, no Morumbi. Atualmente, o time da cidade de Penápolis disputa a Série A2 do Estadual.

Ponte Preta
A semifinal da Sul-Americana em 2013 era um alento para o São Paulo, ameaçado de rebaixamento no Brasileiro. No entanto, a derrota de 3 a 1 no jogo de ida, no Morumbi, foi fatal. Rebaixada no Brasileiro, a Macaca avançou à final.