Centúrion - São Paulo x Chapecoense

Centúrion foi destaque no empate com a Chapecoense, domingo (Foto: Bruno Ulivieri /Raw Image/Lancepress!)

Bruno Grossi
01/08/2016
12:30
São Paulo (SP)

A cautela adotada pela diretoria do São Paulo nos últimos dias para falar sobre a saída de Ricardo Centurión não foi apenas jogo de cena. O departamento de futebol passou a tratar o caso com mais cuidado diante das carências do elenco, principalmente no setor ofensivo, e agora deixará nas mãos de Edgardo Bauza a decisão pela permanência ou cessão de Ricky ao Boca Juniors (ARG).

Patón diz ter como princípio não barrar a saída de atletas, mas apenas quando dois pontos são cumpridos. O primeiro é o desejo do jogador, que manifestou interesse em defender o Boca, clube para o qual torce. O segundo é o acerto com os dirigentes, justamente onde as tratativas foram freadas. No Tricolor, a análise é de que Centurión pode ser útil no restante da temporada.

Os dirigentes farão uma reunião com a comissão técnica para expor esses argumentos, reforçados pela dificuldade em contratar mais um atacante e pela série de desfalques no setor. No momento, por exemplo, Gilberto está lesionado e o único centroavante de ofício é o garoto Pedro, de 20 anos. E, como referência no ataque, Ricky sempre mostrou eficiência.

Foram sete partidas na função, com quatro gols marcados e duas assistências - a última no empate em 2 a 2 com a Chapecoense, no domingo. A diretoria ressalta ainda a postura de Centurión, que inclusive cresceu de produção nos treinos desde a procura do Boca e foi um dos melhores em campo no tropeço diante dos catarinenses no Morumbi.

Caberá a Bauza a definição sobre o destino do camisa 20, que tem 81 jogos e oito gols pelo Tricolor, desde a chegada em fevereiro de 2015. E Patón terá de arcar com as consequências de limitar as opções do elenco, caso opte por liberar o compatriota. O Boca segue como favorito nas negociações, mas há outros interessados e o cenário pode mudar ainda nesta semana.