Marcio Porto
02/07/2016
06:30
São Paulo (SP)

Quando Paulo Henrique Ganso fez o gesto pedindo substituição no segundo tempo da partida contra o Fluminense, logo após sentir uma fisgada na coxa direita, a escolha do técnico Edgardo Bauza de colocá-lo em campo foi colocada em xeque. Preocupado, Patón havia poupado o jogador no clássico contra o Santos, no domingo anterior, e portanto estaria ciente de que Ganso poderia estourar. No entanto, o diagnóstico do corpo médico do São Paulo tira a responsabilidade sobre o treinador argentino.

Primeiro porque, de acordo com informações do São Paulo, o problema de Ganso foi em local diferente do que o incomodava antes. O camisa 10 sofreu um estiramento muscular na posterior da coxa direita e se queixava de dores no músculo adutor antes.

Além disso, o corpo médico do São Paulo conclui que a lesão do jogador não foi motivada por fadiga muscular. No lance, de acordo com os profissionais do clube, Ganso recebe um movimento mecânico de um jogador do Flu por trás, que o força a fazer um movimento contrário. Nesse instante, teria acontecido o estiramento do músculo. Portanto, uma fatalidade.

Situação diferente, por exemplo, do atacante Kelvin. O jogador lesionou o posterior da coxa esquerda na partida contra o Sport, na semana passada. Kelvin está correndo em direção ao gol sozinho, quando sente a fisgada e rapidamente cai no gramado. Nesse caso, houve sobrecarga de força.

Fato é que Ganso está fora da primeira semifinal da Libertadores, quarta-feira que vem, no Morumbi, contra o Atlético Nacional (COL). É bem provável que o jogador perca também o jogo da volta, no dia 13 de julho, na Colômbia. Kelvin também corre risco de ficar fora dos dois jogos.