Marcio Porto
06/07/2016
07:00
São Paulo (SP)

Chegou a hora. Nesta quarta-feira, a partir das 21h45, no Morumbi, o São Paulo começa a decidir uma vaga na final da Copa Libertadores contra o Atlético Nacional (COL). O Morumbi estará lotado, bonito, festivo. Cenário ideal para os tricolores começarem a escrever a história e a cumprir a profecia Michel Bastos: “Agora, falo para vocês: nós vamos até o final dessa porra!”.

O desabafo de Michel foi feito logo após o empate por 1 a 1 contra o The Strongest (BOL), em La Paz. O resultado garantiu o Tricolor nas oitavas de final da Libertadores e deixou o camisa 7 crente de que o tetra da América era possível.

– Eu acredito muito nesse grupo, na força de vontade e competência de cada um aqui. Por isso falei aquilo, por ter fé em cada jogador que faz parte do grupo do São Paulo. Estamos jogando cada partida como se fosse a última de nossas vidas e acredito que os torcedores estão vendo isso, nos empurrando e acreditando cada vez mais. É a nossa oportunidade de fazer história, estamos cientes disso, da importância que isso tem, e vamos lutar até o fim para que o final seja feliz – afirmou Michel Bastos, em entrevista exclusiva ao LANCE!.

Sem Kelvin e Ganso, lesionados, Michel Bastos pode ser o diferencial técnico no confronto contra os colombianos. Ele já deu prova disso nesta Libertadores. Michel marcou o primeiro gol do São Paulo em três dos quatro duelos de mata-mata. Fez contra o Toluca (MEX) nos dois jogos das oitavas de final e contra o Atlético-MG na ida das quartas. Agora, ele espera repetir a dose, mas se for o goleiro Denis quem garantir a vitória, o meia também não liga.

– Graças a Deus fui bem nesse jogos, mas a responsabilidade não é só minha, mas de todos que fazemos parte do São Paulo. Sem meus companheiros não chegaria a lugar nenhum, eles também contam comigo e confiam em mim, e juntos vamos buscar a final. O importante mesmo é a vitoria e a classificação. Se for meio a zero com gol do Denis, já está ótimo (risos) – disse Michel.

Se marcar, Michel mantém a dinastia dos camisas 7 do clube acostumados a brilhar em decisão, como Mineiro e Müller, e já sabe como vai comemorar.

– A comemoração batendo na veia acabou se tornando uma marca registrada minha. Muitos torcedores também elogiaram então acredito que vou manter.

Entrevista exclusiva com Michel Bastos

Você machucou logo depois das quartas contra o Atlético-MG, se recuperou e voltou. A pausa foi boa ou ruim? Chega como gostaria?
Não fiquei tanto tempo parado assim a ponto de pesar de maneira significante. Estou bem e com muita vontade de ajudar. O torcedor pode esperar um Michel e um São Paulo muito aguerridos. A pausa acabou não sendo muito positiva porque perdendo jogadores importantes. Teria sido melhor jogar no embalo.

O que deu confiança para dizer depois das oitavas de final que o time chegaria à decisão?
Quando você consegue uma classificação daquela maneira você sente que tem algo especial reservado. Eu sinto isso quando vejo tudo o que passamos para chegar até esse momento. Falei aquilo para eles no vestiário para reforçar que eu confio que podemos chegar e que todos devem confiar também.

A camisa 7 do São Paulo tem uma história grande na Libertadores/Mundial, com Müller e Mineiro. Já pensou sobre isso?
Às vezes eu paro para pensar e é até difícil dimensionar o tamanho da importância que pode ter esse título na minha carreira. É uma chance que tenho de entrar para história do clube. A 7 pertenceu a grandes ídolos e fico feliz por estar representando bem essa dinastia, mantendo o simbolismo do número vivo. Espero continuar.

O que muda para você sem o Ganso?
Muda a maneira de o São Paulo jogar. O Ganso é o nosso principal meia e quando não está a gente tenta suprir de outras formas. Mas temos um grupo muito forte.