Bauza - São Paulo

Patón esteve à frente do Tricolor em 48 partidas neste ano (Foto: Marcio Horita/AGIF/LANCE!Press)

Bruno Grossi
01/08/2016
19:40
São Paulo (SP)

Não há satisfação do São Paulo com o trabalho de Edgardo Bauza. Há consciência de que os objetivos que eram possíveis foram alcançados nestes oito meses de trabalho. Assim como não há insatisfação com os números irregulares, a quantidade assustadora de derrotas (17 em 48 partidas) e o aproveitamento inferior a 50%.

O que Patón produziu de bom para o clube vai além de estatísticas frias. Valeram mais os jogos de mais caráter e luta em clássicos, mesmo com apenas uma vitória em seis oportunidades. Valeu mais o espírito copeiro mostrado na arrancada até a semifinal da Libertadores.

É curioso, mas essa campanha ótima e improvável no torneio sul-americano trouxe uma onda negativa para o trabalho de Bauza. Criou-se uma expectativa muito grande, proporcional ao tamanho da decepção. Com isso, esqueceu-se das limitações tremendas do elenco.

O grupo ganhou corpo, força física, briga... Mas é inegável que a qualidade técnica foi decaindo. Primeiro quando Pato, Luis Fabiano e Rogério Ceni saíram. Agora, com as baixas de PH Ganso, Calleri e Alan Kardec. Quando Patón lembra que o time não tem “jerarquia”, tem razão. E esse poder de decisão é ainda mais essencial para quem tem tanta dificuldade para marcar gols.

E é aí que entram as limitações do próprio treinador. Há ordem, há entrega, mas há uma tendência a vícios. Sempre pelas laterais, sempre em busca do centroavante, mas quase nunca com mínima ousadia.