HOME - Desembarque do São Paulo no Peru - Edgardo Bauza (Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)

Bauza ficou incomodado com as ocorrências na Bolívia (Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)

LANCE!
23/04/2016
09:01
São Paulo (SP)

A partida entre São Paulo e The Strongest (BOL) ainda não acabou para Edgardo Bauza. Passado um dia do empate que levou o Tricolor às oitavas de final da Copa Libertadores da América - encara o Toluca (MEX) - , o técnico segue revoltado com os acontecimentos na saída do gramado do Estádio Hernando Siles. Patón reclama da expulsão de Calleri e de ter sido agredido pela polícia.

- Eles me deram uma porrada na cabeça. Foram para agredir. Havia de tudo para todo o lado. Duas ou três pessoas que não se conformaram que estavam fora e criaram todo esse problema. Nós fomos ao vestiário, como tem de ser. Não sei o que quiseram buscar com isso. Depois expulsou Calleri, que sofreu uma porrada e nada mais - disparou, em entrevista à rádio argentina "Como Te Va".

A indignação de Bauza foi percebida na chegada da delegação ao Brasil, no fim da tarde de sexta-feira. Com expressão mais fechada do que o normal, o treinador chegou a reclamar também da expulsão de Denis, punido duas vezes por retardar a partida. Mas o que tirou o comandante tricolor do sério foi o comportamento do árbitro chileno Roberto Todar com Calleri.

- Não quero dar nomes, mas sabemos que eles começaram todo o problema. O que espero é que possam ver e ser justos na hora de suspender, porque Calleri não fez absolutamente nada. Mais do que a importância de Calleri, o que me irrita é a injustiça. O juiz disse que ele havia dado um golpe. Isso é mentira. Calleri não fez absolutamente nada. Ele recebeu agressões. Vamos fazer com que a Conmebol veja e decida - bradou.

Segundo o repórter Eduardo Affonso, da ESPN, um dos delegados da partida afirmou que o cartão vermelho foi mostrado a Jony por excessivas provocações direcionadas ao banco de reservas do The Strongest, que teriam começado antes mesmo do fim da partida. Bauza se recusa a acreditar na versão e quer todos os documentos reunidos para apresentar à Conmebol.

- Não sabemos qual foi o informe oficial. A primeira palavra do árbitro foi de uma agressão e é mentira. É uma afirmação que o comitê executivo da Conmebol precisa analisar para decidir a punição. Quero ver a súmula, porque o arbitro pode ter escrito outra coisa. Calleri estava tentando se defender do golpe que havia recebido. O clube fará o necessário para que a Conmebol veja o que se passa. E esse delegado tem que calar a boca e se preocupar com o problema que eles começaram - reclamou.

Se Calleri for enquadrado em uma acusação de agressão, a pena pode chegar a três partidas. Caso o argentino seja punido por incitar a violência, a pena é de dois jogos. Por fim, se for informado que a expulsão foi por provocações, o gancho é de uma partida.