Marcio Porto
23/06/2016
09:00
São Paulo (SP) 

Perseguido pela torcida do São Paulo nas redes sociais por ser corintiano e ter chamado o clube de “bambi”, o atacante Getterson seria contratado do J. Malucelli em modelo considerado ideal para os novos padrões do futebol. Mesmo assim, a repercussão negativa do negócio não sustentou o atleta, que foi dispensado pelo clube paulista na noite da última quarta-feira.

Mas o processo que - quase - levou Getterson ao time do Morumbi foi muito mais longo do que o da saída inesperada. Primeiro o jogador de 25 anos foi alvo de estudos do departamento de análise tática e de desempenho, que preparou material e repassou à comissão técnica. Depois do sinal verde de Edgardo Bauza, foi a vez dos auxiliares atuarem.

Pintado, José Daniel di Leo e o coordenador técnico Renê Weber se juntaram à análise e chegaram a observar Getterson em um jogo oficial. Com dados e características verificados, a contratação foi aprovada e concluída.

Nesses mesmos moldes, o Tricolor já havia fechado com Christian Cueva e com Ytalo. O segundo caso é ainda mais parecido, já que o destaque aconteceu em um clube de menor expressão (Osasco Audax) durante um Estadual (o Paulistão) e o contrato foi de seis meses. Esse método tornou-se tendência por otimizar o investimento dos clubes, acostumados a contratar somente por indicações de empresários com boa circulação nas diretorias.

Diante da rejeição da torcida, porém, o negócio precisou ser revertido. Rodrigo Gaspar, o mesmo assessor da presidência que criticou Rodrigo Caio e Michel Bastos no Twitter e não foi punido, chegou a dizer que a rescisão já estava definida ainda no fim da tarde, mas o clube só se pronunciou no fim da noite.