Rogério Ceni - São Paulo

Mito promete ofensividade ao Tricolor na próxima temporada (Foto: Miguel Schincariol/saopaulofc.net)

Bruno Grossi
30/11/2016
07:10
São Paulo (SP)

Rogério Ceni confessou ao colunista deste LANCE!, André Kfouri, algumas de suas pretensões na carreira como treinador. Aplicar estilo ofensivo, de toque de bola e sem chutões está entre os objetivos do Mito, que já vê o São Paulo se preparar à nova filosofia. Na contratação da Sidão, no breve trabalho de Pintado como técnico interino e na lapidação do jovem Lucas Perri.

Na última sexta-feira, no CT da Barra Funda, o elenco treinou pela primeira vez após o anúncio da chegada de Ceni. O auxiliar Pintado comandou coletivo com o time que enfrentaria o Atlético-MG no domingo e não se intimidou para fazer paralisações seguidas na atividade. Bastava um chutão desnecessário, uma ligação direta ou enfiada precipitada para que o apito soasse.

O goleiro Renan Ribeiro, por exemplo, era orientado o tempo todo para buscar passes rápidos com os zagueiros. Os volantes cobrados para buscar a bola e logo soltá-la. Aos atacantes, movimentação para abrir espaços e oportunidades. Caso contrário, apito de Pintado!

E essa deve ser a dinâmica com Ceni a partir de janeiro de 2017, quando começará a trajetória do ídolo como treinador. Tanto é que o goleiro Sidão, primeira indicação de reforço do Mito, notabiliza-se por sair jogando com os pés seguindo a escola de Fernando Diniz no Osasco Audax. Estilo no qual o Mito foi pioneiro e a base tricolor tenta implantar.

Lucas Perri é uma das principais promessas do clube, líder do vitorioso time sub-20 e candidato à convocado ao Sul-Americano da categoria em janeiro pela Seleção Brasileira. O técnico André Jardine, outro expoente de Cotia, também prega por jogo ofensivo e de posse de bola, mas o trabalho para Perri atuar como líbero foi intensificado nas últimas semanas. Exemplo foi a atuação do arqueiro na primeira final do Campeonato Paulista, contra o Capivariano.

O Tricolor venceu por 4 a 0 em Cotia, sob os olhares de Ceni, e o goleiro trabalhou bastante com os pés. Ao jogar adiantado, permitiu que toda a equipe subisse a marcação e sufocasse os rivais, que precisam de vitória por três gols de diferença no jogo de volta para ficar com o título. O duelo aconteceria no próximo domingo, mas foi adiado em uma semana devido ao acidente que matou 71 pessoas entre jornalistas, tripulação e delegação da Chapecoense.