Alexandre Guariglia e Bruno Grossi
03/08/2016
06:15
São Paulo (SP)

Durante a conquista do tricampeonato do Brasileirão, entre 2006 e 2008, o São Paulo passou a imagem de um clube preocupado na manutenção de projetos. Muricy Ramalho, nos braços da torcida, personificava essa impressão. Mas a realidade do clube há duas década é bastante diferente.

Desde a Era Telê Santana, de 1990 a 1995 e recheada de conquistas históricas, o único técnico a ultrapassar a marca de cem jogos seguidos foi justamente Muricy, preparado pelo Mestre para a carreira à beira do gramado. Das três passagens pelo clube, o treinador que se recupera de problemas de saúde bateu o registro duas vezes: entre 2006 e 2009 e entre 2013 e 2015.

Desde então, 19 técnicos comandaram o São Paulo e ninguém emplacou cem ou mais partidas. Dois chegaram a ter uma marca centenária pelo Tricolor. Primeiro foi Nelsinho Baptista, campeão paulista em 1998 e que voltou em 2001 para chegar a 108 jogos. Depois, Paulo César Carpegiani, com passagens em 1999 e entre 2010 e 2011: 114 partidas.

Antes de Bauza, o São Paulo já havia cedido quatro técnicos a seleções. Osorio foi para o México em 2015, Aymoré Moreira (1962), Vicente Feola (1958) e Joreca (1944) para o Brasil

Se tomado como referência somente o período após o tricampeonato do Brasileirão, quando Muricy ficou por 257 partidas, sete técnicos foram testados e quem chegou mais perto das cem partidas foi Ney Franco: entre 2012 e 2013, comandou a equipe em 79 oportunidades e foi campeão da Copa Sul-Americana.

Por fim, após a última passagem de Muricy – com 109 jogos –, foram quatro treinadores, incluindo as participações de Milton Cruz como interino. Desses, Edgardo Bauza, que agora se despede para treinar a seleção da Argentina, sairá com somente 49 duelos. A conta já inclui o jogo de quinta-feira contra o Atlético-MG, às 19h30, no Morumbi, pela 18 rodada do Brasileirão.