Léo Saueia e Russel Dias
02/08/2016
08:00
Santos (SP)

Depois de quase cinco anos fora do G4 do Brasileirão, rivais e os próprios torcedores do Santos apelidaram a zona intermediária da tabela, parte em que o time terminava o campeonato constantemente, de "GSantos". Mas agora a zona confortável para o Peixe parece ser outra, afinal, o clube está entre os quatro há oito rodadas.

No último domingo, a equipe de Dorival Júnior alcançou outro feito: a vice-liderança, algo que não acontecia desde 2010. Na quarta-feira, diante do Flamengo, na Arena Pantanal, o jogo ganhou uma importância maior.

Além de a diretoria ter vendido o mando para uma empresa que escolheu Cuiabá para sediar a partida, os três pontos valem, no mínimo, a permanência em 2º, ou a liderança em caso de empate ou derrota do líder e rival Corinthians.

Em 2010, quando o Santos conseguiu a 2ª posição da tabela, o feito durou apenas uma rodada. Vale lembrar que o Peixe terminou o campeonato daquela temporada fora do G4. Para manter o sabor da permanência, vencer fora de casa, apesar de ser mandante, será essencial. Caso contrário, o Alvinegro ficará nas mãos de Palmeiras e Grêmio. O Verdão soma os mesmos 32 pontos, enquanto o Tricolor Gaúcho tem 31.

Ataque e defesa têm sido fundamentais para a conquista do posto de segundo melhor time do Brasileirão em 18 rodadas. Melhor ataque da competição com 32 gols, ao lado do Palmeiras, o Peixe só passou o rival alviverde na tabela por causa do saldo de gols. A defesa santista levou dois gols a menos, 16 no total, média de menos de um por partida.

O que tranquiliza Dorival Júnior é que, ao perder o trio formado por Zeca, Thiago Maia e Gabigol para a Seleção Brasileira, o time estava no G4 há seis rodadas. Mesmo assim, a resposta foi positiva: duas vitórias, inclusive uma fora de casa, em Salvador, contra o Vitória.

Para bater um recorde de permanência no grupo mais seleto do Brasileiro, o Santos terá que continuar dando boas respostas dentro de campo, já que em 2010, foram 19 rodadas no G4. Seja líder ou 4 colocado, o santista tem motivos para comemorar por enquanto, afinal, lugar de Peixe parece ser dentro do... G4!

‘É como se fosse uma final. Vamos buscar a vitória de qualquer jeito’, Gustavo Henrique

Bate-bola com Gustavo Henrique:

Você subiu em 2013 e foi titular em 2014 também, anos em que o Santos ficou fora do G4. Está acostumado com o momento atual?


É diferente, sim. Em 2013, quando eu participei, demos uma arrancada boa no segundo turno e ficamos a quatro pontos do G4. Em 2014, eu me lesionei e foi um ano que time não esteve muito bem. Tivemos boa arrancada no ano passado de novo e agora brigamos pela liderança. É fruto de maturidade não só minha, mas do grupo, agora é sonhar, sabemos que temos condições de buscar o título.

A torcida está cobrando muito a diretoria por ter vendido o mando contra o Flamengo. Isso serve como motivação para ganhar?

Para nós, é como se fosse uma final. A gente entende a diretoria, felizmente eles conseguiram colocar salário em dia, a diretoria passada não cumpriu muito bem e teve que vender mandos de jogos. Entendemos, mas ficamos chateados porque é concorrente direto e força da Vila é muito grande. Mas temos que ir lá e buscar a vitória de qualquer jeito e contamos com o torcedor lá também.

Qual a importância da regularidade do Santos para o G4?

Estamos há sete jogos sem perder. Foi importante para a arrancada. Estávamos a seis pontos do Palmeiras, e agora mudou. Se chegarmos ao fim do primeiro turno colado ou na liderança, vai ser bom porque o maior objetivo é vencer os confrontos diretos. Se mantivermos essa pegada, temos tudo pra buscar esse campeonato. Sabemos que Flamengo é grande equipe. Estamos focados, procurando nosso melhor.