Russel Dias
21/09/2016
06:00
Santos (SP)

O zagueiro Luiz Felipe é um dos poucos titulares do Santos que não viveu o drama da perda do título da Copa do Brasil no ano passado. Mas ele é quem mais tem propriedade pra falar do torneio neste ano. O camisa 2 foi o único a ser titular em todos os seis jogos que o Peixe fez até o momento. 

Quando os reservas foram a campo, lá estava ele. Quando foi a vez dos titulares, ele já tinha virado o dono da posição ao lado de Gustavo Henrique, na vaga de Braz.

Nesta quarta-feira, às 21h45, contra o Vasco, em São Januário, ele vive o clima de decisão pela primeira vez no Peixe.

Apesar de já ter jogado a competição por outras equipes, o defensor de 22 anos nunca havia chegado nas oitavas de final da Copa do Brasil.

– É bacana chegar aqui e ver que joguei todos os jogos. Estamos começando a chegar nas fases decisivas. Se for possível, quero ficar até a final para conquistar o título – contou o zagueiro do Peixe em entrevista ao LANCE!, na véspera do duelo decisivo no Rio de Janeiro.

Apesar da vantagem de dois gols do Santos (venceu por 3 a 1 na Vila Belmiro, em jogo de ida), o trabalho da defesa alvinegra não vai ser fácil, já que o Vasco vai para cima em busca da classificação

– Se formos lá e fizermos o gol, a vantagem aumenta. Ataque também é importante e junto com a defesa, forma uma equipe, com grandes chances de um bom jogo. Se não tomarmos gols e ataque fizer sua parte, temos totais condições de avançar – completa Luiz.

Coincidência ou não, desde que Luiz Felipe ganhou a vaga de David Braz, a defesa santista sanou os problemas pelo alto, mas não deixou de cometer erros, como os próprios jogadores admitem.

No ataque ou na defesa, o Santos tem uma luz no fim do túnel para avançar no mata-mata. A equipe pode perder por um gol de diferença. Caso o Vasco vença por 3 a 1, a disputa será nos pênaltis. 

BATE-BOLA COM LUIZ FELIPE

A defesa do Santos era criticada constantemente. Agora convive menos com esses comentários. Vê isso como um reconhecimento?

O reconhecimento existe, mas não é só meu. A zaga não é só eu ou Gustavo Henrique. Se hoje temos uma das defesas mais importantes, é mérito do ataque também, que marca. A bola chega de uma maneira mais fácil de ser tirada lá atrás.

Qual sua história com a Copa do Brasil Já tinha jogado?

Já tinha jogado por outros clubes, mas acabei saindo nas primeiras fases, nunca cheguei nas oitavas de final.

O Nenê, do Vasco, é a principal preocupação do Santos?

Dá (para anular Nenê). Não só o Nenê, mas Andrezinho, Eder e pessoal da frente. São muitos jogadores para anular. É isso que vamos tentar fazer.

Que lições tirar do jogo contra o Santa Cruz?

Tivemos momentos ruins na partida e isso não pode acontecer. Momentos da partida em que abaixamos um pouco a intensidade.