Russel Dias
09/11/2016
06:00
Santos (SP)

Willian Bigode, Michel Bastos, Marcelo Cirino... Foram vários os nomes discutidos na Vila Belmiro e sondados pelo Santos. Todos apresentaram o mesmo “problema” na hora da avaliação: o salário. Por mais que nenhum deles entrem na lista dos mais bem pagos do futebol brasileiro, estão acima do que o Peixe julga justo.

Desde que Modesto Roma Júnior assumiu o clube, em janeiro de 2015, estabeleceu que o teto salarial para os atletas seria de R$ 200 mil. Até hoje, só três fugiram à regra: Robinho, Lucas Lima e Ricardo Oliveira. Inclusive, o fato de os dois últimos permanecerem no elenco é motivo para que a diretoria não contrate nenhum reforço que chegue com vencimentos parecidos.

Lucas Lima e Ricardo Oliveira atingiram tal status depois do números de jogos realizados no clube. Os dirigentes acreditam que uma contratação tida como bombástica poderia afetar a relação com o elenco, como por exemplo trazer o zagueiro Alex, que pediu acima do teto salarial para retornar ao Peixe.

Um dos motivos pela predileção por jogadores de outros países da América do Sul tem a ver com os ganhos mensais. Os colombianos Copete e Hernandez (este último se apresenta em janeiro), se seduziram com ofertas menores ao do limite estabelecido pelo Alvinegro. Mas juntos custaram quase R$ 9 milhões.

Por já ter gastado para contratar Hernandez, a ideia é ter outro atacante por empréstimo, como foram os casos de Paulinho e Joel, que estão emprestados até o fim do ano, mas retornarão a Flamengo e Cruzeiro, respectivamente.
Nas últimas duas temporadas, o Santos emprestou alguns jogadores, como Thiago Ribeiro (Atlético-MG e Bahia), Leandro Damião (Flamengo e Cruzeiro), Serginho (Vitória), Galhardo (Grêmio), entre outros, e acredita ter crédito no mercado para pedir reforços emprestados.

Uma nova compra só seria feita por valores baixos e de jogadores que não tenham idade avançada.

A folha salarial do Peixe é de cerca de R$ 4,5 milhões mensais, menor entre os primeiros colocados do Brasileirão.