Matheus Oliveira, lateral do sub-20 do Santos

Matheus Oliveira é o lateral-esquerdo titular do sub-20 do Santos (FOTO: Pedro Ernesto Guerra/Santos FC)

Léo Saueia
09/01/2016
08:00
São Paulo (SP)

Mudança de posição é algo mais frequente do que se imagina nas categorias de base de qualquer clube. Com a troca de treinador, então, a proporção aumenta ainda mais. Matheus Oliveira, então meio-campista em outras divisões de base do Santos, virou dono da lateral esquerda dos Meninos da Vila após a chegada de Marcos Soares.

Titular nos três jogos da primeira fase da Copinha, Matheus deverá entrar em campo mais uma vez neste sábado, às 17h, para fazer o que chama de "maior jogo da carreira" e encarar o Ceará pela segunda fase e buscar a classificação para as oitavas de final do torneio.

Hoje adaptado à lateral, o jovem de 18 anos não esconde a "insatisfação" com a nova posição escolhida e revela ainda conversas constantes com o comandante para voltar à posição de origem.

- Fiquei meio bravo no começo, mas já está tranquilo agora, me adaptei. Tenho falado direto com ele (Marcos Soares) para me colocar no meio de novo (risos). Mas ele fala que vai precisar de mim na lateral e quando der me coloca no meio - disse o jovem, desconfiado diante da promessa do comandante, ao LANCE!

Visando a classificação para as oitavas, Matheus espera não só vencer, mas também convencer. Dos três jogos da primeira fase, os Meninos da Vila venceram dois e empataram um. Apesar da classificação no primeiro lugar do grupo, porém, o Santos não convenceu e ainda gera desconfiança em grande parte da torcida.

- Ganhamos dois jogos, empatamos um e a torcida cornetou. Tem que jogar com mais vontade, e um pouco mais entrosado, porque está faltando um pouco, mas fora isso amanhã (sábado) vamos fazer um bom jogo e convencer, se Deus quiser - projetou.

Garimpado pelo Osasco Audax quando ainda disputava campeonatos de várzea, Matheus Oliveira não titubeou quando teve a proposta para defender o clube da Vila Belmiro. O motivo? A fama de revelador que o clube da Baixada tem.

- (Vim para o Santos) por causa do aproveitamento que o time profissional tem em cima dos jogadores da base, eles dão mais oportunidade. Isso foi a chave - declarou.