Joel - Santos

Joel posa com a camisa do Peixe, seu quarto manto diferente no Brasil (Foto: Ivan Storti / Santos FC)

Léo Saueia e Russel Dias
14/01/2016
06:55
Santos (SP)

Centroavante e camaronês. Automaticamente o apaixonado por futebol se recorda de Eto'o, conhecido por brilhar no Barcelona ao lado de Ronaldinho. Na Vila Belmiro, a história pode ser bem sucedida com um jogador da mesma nacionalidade. 

Apresentado na tarde desta quarta-feira, Joel, o terceiro africano da história do Santos, mostrou-se diferente de qualquer imagem criada sobre seu nome, inclusive de um tombo protagonizado em 2014, ao cair no fosso do Estádio Couto Pereira.

Na verdade, a trajetória de Joel é mais bonita do que cômica e digna de um “leão” de Camarões.

Até os 15 anos, ele nunca tinha assistido a uma partida de um clube da Série A do Brasil. Até que...

- O Palmeiras mandou um jogo lá em Londrina, onde eu jogava, na base. E sempre que tinha jogo lá, eles pegavam alguns garotos da base para ser gandula. E eu me coloquei ali e falei que ia trabalhar no jogo, porque nunca tinha vivenciado uma cena assim, uma partida de futebol de um clube como o Palmeiras - afirmou Joel ao LANCE!, em um português bem falado que aprendeu na escola. Além da língua portuguesa, ele também domina o inglês, o espanhol e o francês, comum em seu país.

Fã declarado de Eto'o, o novo camisa 30 do Peixe não esconde que sonha em ter o mesmo sucesso de seu ídolo, que disputou Copa do Mundo e atuou pelo Barcelona. Porém, seu novo sonho é seguir esses passos em um lugar bem específico: a Vila Belmiro. Assim como Eto'o na Catalunha, ele quer que essa trajetória dure um bom tempo.

- A única coisa que peço para a torcida é que eles contem comigo, podem contar, porque vou dar meu melhor para ajudar o Santos a conquistar as vitórias - disse Joel, que recorda de ter sido titular no Cruzeiro e deixado Damião no banco.

Confia um bate-bola exclusivo com o atacante Joel:

Você trouxe sua família para morar com você no Brasil?
Eu tenho meu empresário, que é como um pai para mim, dois amigos que eu trouxe de Camarões para morarem comigo e minha namorada. Deixei minha mãe e meus irmãos, que estão lá em Camarões estudando, e espero trazer eles logo para cá. Falo todos os dias com eles pelo Skype.

Já teve oportunidades de defender a Seleção de seu país?
Eu já fui chamado para a seleção sub-20 só, na principal ainda não. Joguei a Copa da África Sub-20, quando fomos vice-campeões, perdemos para a Nigéria na final. Espero poder trabalhar forte aqui no Santos para uma chance na principal.

Como reagiu ao assédio que sofreu ainda no Londrina?
Na verdade eu já vinha me preparando para isso. Treinava no intuito de ir para um time conhecido. Não que o Londrina não seja conhecido, mas queria um time de ponta. Me dediquei, fui artilheiro do Campeonato Paranaense Sub-20 por dois anos seguidos e virei titular por lá.

Você jogou com o Leandro Damião no Cruzeiro. Chegou a deixar ele no banco alguma vez?
Eu não deixei o Damião no banco, não. Quem colocou foi o treinador. Inclusive joguei contra o Goiás como titular e o Damião estava no banco. Acabei fazendo o gol da vitória por 1 a 0. Depois contra o Avaí me machuquei e não pude ter sequência, mas joguei dois jogos como titular.