Bruno Cassucci, Russel Dias e Thiago Salata
23/02/2016
14:52
Santos e São Paulo (SP)

Depois de vender Geuvânio para o Tianjin Quanjian, da China, o Santos tem outro jogador na mira do mercado que vem seduzindo jogadores brasileiros. Agora, foi a vez de Ricardo Oliveira despertar o interesse do Beijing Guoan, time que já contratou Ralf e Renato Augusto, ex-Corinthians.

Nos bastidores, o Santos já disse aos representantes do camisa 9 que não quer liberar o jogador. O clube também ouviu que o centroavante gostou da oferta devido aos valores apresentados, mas impôs que o atacante só saia se pagar a multa rescisória que é de 50 milhões de euros para clubes estrangeiros (R$ 218 milhões), segundo dirigentes santistas. Pagar tal valor é fora de cogitação. O próprio jogador, no entanto, entende que isso faz parte de uma negociação e que é normal a posição inicial do clube em não querer fazer negócio. Foi assim, também, com Geuvânio, que acabou sendo negociado para o futebol chinês.

Vale lembrar que o Santos não gastou nada para repatriar o jogador de 35 anos no início de 2015 e teria um grande lucro com uma possível venda. O desfecho da negociação deve acontecer até dia 26, sexta-feira, quando fecha a janela de transferências para a China.


Ricardo Oliveira tem 99 jogos pelo Peixe, contando sua primeira passagem em 2003. Ele fez 37 gols na última temporada, sendo artilheiro de Paulista e Brasileirão.

- É algo que não consegue evitar (mercado chinês). Talvez seja ruim para a Seleção, para o Brasileirão, mas para nós atletas, quando recebe algo irrecusável, você olha para dentro da sua casa, para quantas pessoas dependem de você, e vê que não dá para abrir mão disso. Aí você abre mão de muitas coisas, futebol europeu, em busca de independência financeira. O mercado chinês cresceu de uma forma absurda. Vale para mim também. Não fui procurado por ninguém, mas são situações que acontecem. Eu não entro nesse mérito porque meu foco e minha cabeça estão totalmente focados no Santos - disse Ricardo Oliveira em uma entrevista coletiva no dia 14 de janeiro, quando questionado sobre o futebol chinês, que na época tentava contratar Geuvânio.