Léo Saueia
15/11/2016
09:05
São Paulo (SP)

A briga pelo título brasileiro dita o ritmo do Santos dentro e fora de campo neste fim de temporada.

Diretoria e comissão técnica iniciaram o planejamento do elenco para 2017 e até acertaram com dois reforços, mas a maioria das negociações em curso foram paralisadas justamente pela possibilidade de conquistar o título do Nacional.

Explica-se: dirigentes do Peixe ofereceram bicho ao elenco caso os comandados de Dorival Júnior superem o Palmeiras e terminem o torneio no topo. O valor supera o que é gasto por mês em folha salarial, cerca de R$ 4 milhões.

Para efeito de comparação, esta quantia foi gasta na contratação de Vladimir Hernández, do Junior Barranquilla. Com isso, o Santos optou por congelar os investimentos até o término do Brasileirão e assume o risco de largar atrás e até perder jogadores para os rivais.

Depois de acertar inclusive salários com o Peixe, o atacante Felipe Gedoz está cada vez mais distante da Vila Belmiro por causa da indecisão do clube. O meia tem um contrato de gaveta acertado com o Club Brugge (BEL) que só pode ser rompido com multa de 1 milhão de euros (R$ 3,6 milhões). "Com medo" de ser campeã e pagar o bicho, a diretoria descartou a possibilidade de arcar com o valor exigido pelos belgas.

No entanto, o Santos não teme ficar sem dinheiro em caixa para a próxima temporada. Isso porque a premiação paga pela CBF ao campeão do Brasileiro deste ano é de R$ 17 milhões. O vice, R$ 10 milhões. Assim, o Peixe tenta segurar conversas em andamento com a promessa de retomar as tratativas logo após a definição do torneio.

Com um olho no peixe e outro no gato, o Santos tenta conciliar suas duas missões nesta reta final de temporada para chegar embalado e reforçado para a Libertadores de 2017.