Léo Saueia e Russel Dias
25/11/2016
06:00
Santos (SP)

De todos os titulares do Santos, o atacante Ricardo Oliveira é o único que começa 2017 sem saber se terá contrato renovado. Um dos motivos é a política do clube.

Como não sabe se será candidato à presidência do clube no ano que vem, o atual mandatário, Modesto Roma Júnior, considera o assunto delicado pelo fato do camisa 9 ter 36 anos. Com a dúvida, ele crê que tomar a decisão de esticar o vínculo agora vai além de sua autonomia.

O estafe do atacante, no entanto, não vê a indefinição com bons olhos. Inclusive, o fato de o nome do centroavante ter sido citado em conversas com o São Paulo (não pelo Alvinegro) desagradou seus representantes, principalmente por o assunto surgir na reta final da competição.

Apesar das lesões no joelho direito, frequentes em 2016, Ricardo Oliveira está em plenas condições físicas e é um dos artilheiros do Peixe no Brasileirão, com dez gols, ao lado de Vitor Bueno e Copete.

Recentemente, em entrevista à Espn, Oliveira não garantiu que permanece na Vila Belmiro na próxima temporada.

- Olha, é difícil responder porque o futebol é muito dinâmico. Acho que quando saiu essa situação, chance de troca e essas coisas... Sempre procurei focar no meu trabalho. Se meu rendimento dissesse o contrário, de que eu não estivesse produzindo e não estivesse somando aqui no Santos, não sei. O que eu não posso é garantir nada. Assim como no passado, a gente não pode fazer nada, já passou, o futuro a Deus pertence. Fato é que tenho mais um ano de contrato, espero terminar bem essa temporada e aí temos mais um ano. Vamos ver o que vai acontecer para a próxima temporada. Não é momento de ficar pensando no próximo ano sem antes terminar bem este ano - declarou o capitão santista.

Caso nada mude em relação à renovação, Ricardo Oliveira fica livre para assinar pré-contrato com outra equipe à partir de julho de 2017.

Desde que retornou ao Santos, no ano passado, o camisa 9 balançou as redes 58 vezes. No total, são são 79 gols, contando com sua passagem de 2003.