Russel Dias
24/02/2016
06:00
Santos (SP)

Com uma oferta do Beijing Guoan, da China, em mãos, o atacante do Santos, Ricardo Oliveira, vê a proposta como irrecusável, já que o clube que conta com Renato Augusto e Ralf, ex-Corinthians, ofereceu um salário de cerca de R$ 1 milhão. Para tratar da liberação, o camisa 9, que é o capitão do time, chegou até a ter uma conversa em particular com o presidente do Peixe, Modesto Roma Júnior.

O dirigente, que assim como toda a diretoria, é contra a liberação gratuita do jogador, disse não ter autonomia para liberar ou manter um atleta no clube, pois tal decisão, de acordo com o estatuto do Alvinegro, deve passar pelo Comitê de Gestão, um colegiado formado por nove pessoas, incluindo presidente e vice.

No entanto, Ricardo Oliveira ou seus representantes não teriam como comparecer à reunião do colegiado, já que esta acontece geralmente às segundas-feiras, e a janela de transferências para a China termina no dia 26, sexta-feira.

O que tranquiliza Ricardo Oliveira e seu estafe é que nas negociações envolvendo times chineses é comum que as equipes mandem propostas para os clubes brasileiros depois de iniciarem a negociação com os atletas.

Portanto, se receber uma oferta para liberar o jogador, Modesto terá que levar ao Comitê de Gestão assim que possível, como foi na venda de Geuvânio, também para a China.

Segundo dirigentes santistas, a multa para clubes estrangeiros tirarem Ricardo Oliveira, Lucas Lima e Gabigol do Santos é de 50 milhões de euros (R$ 218 milhões).