Gabigol - Santos

Gabigol fez o único gol do Santos no jogo de ida da final da Copa do Brasil de 2015 (Foto: Ricardo Saibun / Santos FC)

Russel Dias
20/01/2016
09:05
Santos (SP)

Superação não é objetivo só de quem está em baixa na Vila Belmiro. Um dos jogadores mais bem cotados com torcida, comissão técnica e companheiros do Santos é o atacante Gabigol. Fazendo jus ao apelido, o camisa 10 do Santos sustenta uma regularidade de bolas na rede há duas temporadas. Tanto em 2014, quando desbancou Leandro Damião, quanto no ano passado, quando passou metade da temporada no banco, o atacante de 19 anos fez exatos 21 gols. E, em 2016, o objetivo de Gabriel é ultrapassar esse número de gols marcados.

Por mais que tenha ficado bastante tempo na reserva no ano passado, o atacante fez até um jogo a mais do que em 2014, quando “estourou”.
Agora titular desde o começo do ano, o cenário é mais otimista. Mesmo assim, Gabriel não se contenta com os bons números e quer mais.

– Tento me superar. Não coloco quantos gols quero fazer. Quero ajudar o Santos, pensar em cada jogo, poder fazer gol. Dar passes. Os números são consequências do trabalho. Tenho de trabalhar! – afirmou o atacante, pronto para a sua quarta temporada como profissional.

Mesmo que motivação não seja problema para um garoto que está sedento por títulos e por uma vaga na convocação da Seleção Brasileira que vai disputar a Olimpíada, Gabigol não teme a concorrência de suas próprias marcas do passado.

– É difícil, complicado, mas o futebol é isso. Lutar contra você mesmo. Esse ano pode ser maravilhoso para mim. Estou muito focado, muito bem de cabeça. Acho que esse ano vai ser maravilhoso. Espero que seja, não só pela Olimpíada. Tenho de focar ao máximo e trabalhar bastante – reforçou o camisa 10 do Peixe.

O que não foi regular para o Menino da Vila nas duas últimas temporadas, foi o posicionamento dentro de campo. Em 2014, com o técnico Oswaldo de Oliveira, Gabigol chegou a disputar a 9 com Damião.

Já com Enderson Moreira, Marcelo Fernandes e Dorival Júnior, o garoto atuou pelos dois lados do campo e se garantiu na posição.
Mas como todo atacante com fome de bola, fazer gols e ganhar títulos nunca é demais, principalmente para um Menino da Vila!

Gabigol, do Santos
Gabigol é titular desde a metade de 2015 (Foto: Ricardo Saibun/Santos)

Confira o bate-bola com Gabigol, atacante titular do Peixe:

Com o Oswaldo de Oliveira você jogou como centroavante, depois passou a atuar mais pelos lados. Você se considera um atacante versátil, sem posição fixa?

Sempre falei para vocês (jornalistas) que posso atuar em todas as posições no ataque. Treino bastante pelo lado, pelo meio, de falso 9. Não tenho dificuldade nenhuma. Estou aqui para ajudar, independentemente da posição no campo.

Você passou a ter sequência de jogo no segundo semestre de 2015. Seu desempenho foi surpresa?

Não me surpreendi, porque sei o quanto eu trabalho, o quanto busco me aperfeiçoar a cada dia. Claro que fiz esse número de gols praticamente na metade do ano. Esse ano, jogando desde o começo, acho que posso me superar. Penso em ser campeão e ajudar o time de alguma maneira.

No que acha que precisa melhorar o seu desempenho?
Falta melhorar tudo. Nenhum jogador é completo. Sempre tem uma coisinha para melhorar, aperfeiçoar. Tenho de treinar muito mais.

O Santos começa o ano, mais uma vez, longe de ser favorito. Acredita que o time pode repetir neste ano o mesmo ritmo de 2015?
Acho que nosso objetivo é chegar em tudo. Brigar pelo G4, ir bem no Paulista, na Copa do Brasil. O importante é estarmos perto. Os grandes times chegam em grandes campeonatos.

Ir para a Olimpíada com a Seleção Brasileira é um objetivo real?
Meu foco é no Santos, mas sei que se não for bem no Santos, não vou para a Olimpíada. Pretendo me focar bastante. Mas com certeza que é um sonho ir para a Olimpíada.

Você já passou por um momento parecido ao do Geuvânio, que está na mira de um clube estrangeiro. Como é este momento?
Cada um reage de uma maneira. Eu deixo tudo para meus pais e meus empresários. Eu não sei praticamente nada sobre essas coisas. Meu foco é no campo. Tenho certeza que com o Geuvânio não é diferente. O que for melhor para ele, para o Santos, ele vai decidir e acho que vai dar tudo certo.