LANCE!
28/10/2017
20:06
São Paulo (SP)

Nos dois dias que antecederam o clássico contra o São Paulo, os jogadores do Santos não deram entrevistas no CT Rei Pelé por decisão do departamento de futebol, que queria priorizar a concentração. Depois da derrota por 2 a 1 no Pacaembu, o elenco manteve o posicionamento e se manteve em silêncio no estádio. Na entrevista de Levir Culpi veio a explicação: proteção ao grupo.

Segundo o treinador, entrevistas à beira do gramado podem ser agressivas.

- Os jogadores não querem falar à beira do gramado. Estou com eles. O que se ouve é ofensa à beira do gramado. É agressivo. Após o jogo temos pessoas determinadas para dar entrevista.

O técnico ainda disse que apesar da derrota, o São Paulo não dominou a partida e foi mais eficiente na finalização. No entanto, admitiu que pediu que os atletas não dessem ouvidos a críticas.

- A gente falha, mas o time joga regularmente bem. A disparidade técnica não houve, foi um jogo igual. Os resultados que pesam. Minha preocupação com eles foi jogar e não julgar as pessoas que querem matar a gente. Vamos jogar por nós - pontua.

Depois de admitir que o ambiente do grupo sente algumas críticas, Levir colocou panos quentes em uma discussão no vestiário. No gramado, David Braz, Bruno Henrique e Serginho discutiram.

- Jogador precisa de repouso também. Se não quiserem repouso, podem colocar uma comissão técnica que não dê repouso. É muito ruim viver com fofoca. Infelizmente não temos controle sobre isso. Claro que isso atrapalha. Imagina lá na tua família todo mundo discutindo e fazendo fofoca. É legal? - respondeu a um jornalista.