Léo Saueia e Russel Dias
04/05/2016
06:00
Santos (SP)

Lateral-esquerdo, baixinho, rápido, de personalidade... No Santos, esse perfil remete a Léo. Nada disso! Quem tem essas características no time atual é Zeca, que não esconde a inspiração no ídolo da camisa 3 e muito menos a vontade de “levantar o caneco” do Paulistão, que seria seu primeiro como profissional do clube. 

Assim como o Guerreiro da Vila, o camisa 37 do Peixe já tem boas histórias para contar em menos de um ano como titular do time.

Discreto, ele tornou-se o jogador de linha que mais atuou desde a chegada do técnico Dorival Júnior, em julho do ano passado. Já são 48 jogos como titular, atrás apenas do goleiro Vanderlei, que dificilmente deixa de jogar uma partida.
A titularidade desde o primeiro jogo sob o comando de Dorival até hoje significa a confiança do chefe no lateral-esquerdo que é destro.

– O professor conversa bastante comigo e com os garotos. Ele dá oportunidade mesmo. Tento mostrar meu melhor a cada jogo e sempre agradeço muito por isso – conta Zeca em entrevista ao

A um jogo de ser campeão paulista, o lateral demonstra como passou a ser peça-chave para o Peixe. Atualmente é o segundo jogador que mais acerta passes no time (841), atrás apenas do outro lateral titular, Victor Ferraz. Além disso, chamou a responsabilidade na hora de bater pênalti contra o Palmeiras na semifinal.

– Tivemos que tomar a decisão rapidamente. Não bati na final da Copa do Brasil e queria participar. Estava confiante e pedi, quis estar dentro – explica, lembrando que não chutou na derrota na decisão do torneio nacional do ano passado. 

Para o jogo decisivo, o sentimento do jogador é de ansiedade e de gana para ‘levantar o caneco’.

– Quero jogar muito!

- Espero seguir essa rota do Léo no Santos - Zeca

Confira o bate-bola com Zeca:


Geralmente os garotos se destacam mais pelo talento do que pela personalidade. Por que pediu para bater pênalti contra o Palmeiras?

Passou um filme na minha cabeça. Ganhávamos de 2 a 0 e tomamos dois gols em cinco minutos. Tivemos que tomar a decisão rapidamente.

Você já fez gestos à torcida, já foi comemorar perto da arquibancada. Está se sentindo mais perto dos torcedores?

Eles torcem por nós e nos ajudam dentro de campo. Às vezes tem coisas que acontecem fora de campo que as pessoas não sabem. Alguns criticam sem saber. O gesto para a torcida não era para ofender. Foi para chamar a torcida. Na final precisamos da torcida e contamos a todo momento.

Por personalidade e posição, você se inspira no Léo?

Eu conversei muito com o Léo. A gente dá risada. Lembro muito dos treinos dele aqui. Aprendi demais com ele. Ele é ídolo. Espero seguir essa rota do Léo aqui no Santos, com certeza.

Você e o Victor Ferraz são os que mais acertam passes no Santos. Por que os laterais tem sido importantes?

É o trabalho que o professor faz desde que chegou. Esse toque de bola, principalmente. Há anos atrás o lateral cruzava sempre, agora não, o futebol mudou, a bola na área é colocada quando precisa. Quando não, volta e trabalha a bola para não perder. Isso também cansa o outro time. Rodar em linhas pode naturalmente abrir um espaço. Fazemos muito isso e nos ajuda.