Russel Dias
14/08/2016
06:00
Santos (SP)

Não precisa ser Dia dos Pais. Seja qual for o jogo, Vladimir liga para a casa de seus pais, em Ipiaú, na Bahia, para ter uma conversa sagrada, principalmente com o pai, que leva o mesmo nome.

Mas neste domingo, quando o goleiro terá a primeira chance como titular do Santos neste Brasileirão, diante do Atlético-MG, às 16h, na Vila Belmiro, a conversa tem tudo para ser ainda mais especial ao goleiro.

Em pleno Dia dos Pais, as palavras de motivação antes do jogo virão de uma saudação comum entre pais e filhos no segundo domingo de agosto. Mas para o goleiro do Peixe, jogador que está há mais tempo na Vila Belmiro, uma breve história passará em sua cabeça.

"Eu incentivava ele a jogar na linha, mas ele dizia que queria ser goleiro como eu", Vladimir, pai do goleiro do Santos

Na infância, no interior da Bahia, Vladimir decidiu ser goleiro por causa do pai, que vestia a camisa 1 na várzea e quem apoiou o filho a começar no futebol aos 11 anos.

– Eu incentivava ele a jogar na linha, mas ele dizia que queria ser goleiro como eu – conta Vladimir, o pai do arqueiro santista.

Apesar dos 1.727 quilômetros que separam a família, Vladimir pai não deixa de pedir um presente ao filho. Um presente dificílimo, mas que dinheiro não compra.

– Tomara que ele pegue um pênalti – diz o pai orgulhoso, que seguido de uma voz mais embargada afirma: – O presente ele me dá todos os dias sendo o filho que é, com o caráter que tem e tendo se tornado o líder e jogador que é.

Dentro de campo, Vladimir terá um trabalho nada fácil. Na vaga do suspenso Vanderlei, ele vai encarar um ataque formado por Pratto, Fred e Robinho, que marcou 11 gols nos últimos cinco jogos.

A pressão é grande em Santos, mas definitivamente, apoio não vai faltar a Vladimir. Não na Vila Belmiro. Não em Ipiaú, na Bahia. Não neste no Dia dos Pais.