Dorival Júnior e Marcelo Oliveira

Dorival Júnior e Marcelo Oliveira durante clássico no último domingo (Foto: Ricardo Saibun/Santos FC)

Gabriel Carneiro e Léo Saueia
03/11/2015
09:35
São Paulo (SP)

O Santos não perde há cinco jogos, tem marcas impressionantes sob o comando de Dorival Júnior, está na final da Copa do Brasil e dentro do G4 do Brasileirão há seis rodadas. Mesmo assim, com tudo conspirando a favor, o comandante disse após o jogo contra o Palmeiras, neste fim de semana, que o Santos deixou o jogo perigoso após abrir 2 a 0, e ainda reforçou a visão dizendo que nos últimos minutos "parecia rachão" por conta da postura da equipe e também de seu rival.

Nas arquibancadas e fóruns de torcedores na internet, há o temor de que o favoritismo atrapalhe os planos de um fim de ano com razões para sorrir. Para o Santos, pensando na sequência do Brasileirão e nas finais da Copa do Brasil, tempo suficiente para consertar os defeitos e se fortalecer, a começar por esta semana.

Pela primeira vez desde sua segunda semana de trabalho, há quase quatro meses, Dorival Júnior terá uma semana completa para trabalhar o time. A única vez em que isso ocorreu foi entre sua estreia e seu segundo jogo, ainda em julho, e a única repetição foi entre os dias 4 e 15 de outubro. Neste último intervalo, porém, ele não contava com Gabigol, Lucas Lima e Ricardo Oliveira, todos a serviço da Seleção Brasileira (olímpica e principal), além de alguns outros jogadores lesionados.

Agora a realidade é diferente. Até o volante Alison, recuperado de uma lesão séria no joelho direito, já está à disposição e foi até relacionado na volta das semifinais da Copa do Brasil. Seus únicos desfalques são o lateral-direito Victor Ferraz, em tratamento de uma lombalgia e já no campo em transição, e o volante Valencia, que não voltará a jogar no ano.

Com o grupo completo para trabalhar, Dorival deu um dia de folga ontem e marcou a reapresentação para hoje, às 15h. O próximo desafio da equipe será domingo, às 18h, contra o Joinville, em jogo fora de casa.

Neste espaço de tempo, a comissão técnica terá a oportunidade de corrigir as questões que fazem o torcedor temer nestes sete últimos jogos de 2015: a falta de precisão nas finalizações, de concentração nos minutos finais, além da necessidade de melhorar o desempenho como visitante e evitar cartões amarelos ou expulsões desnecessárias na sequência que define a vida do Peixe.

A escalada de 17 posições no Brasileiro, o fato de o Santos ter avançado quatro fases da Copa do Brasil, os 76% de aproveitamento e 57 gols marcados em 28 jogos dão a impressão de que os tais problemas nem são tão importantes assim. São?

O QUE MUDAR
Domínio - Contra o Palmeiras, gol aos 27 do primeiro tempo. Antes, diante do São Paulo, três gols feitos em 23 minutos. Peixe costuma dominar e envolver seus adversários no início dos jogos, o que aproxima a vitória.

Postura ofensiva - Volantes cobrem os laterais e avançam para o campo de ataque. No jogo deste fim de semana, Thiago Maia, que é teoricamente o mais recuado do meio, apareceu na área para marcar o primeiro gol na Vila.

Elementos táticos - Santos dificilmente adota as mesmas estratégias em jogos diferentes. Invariavelmente, porém, a busca pelo gol tem início em jogadas de lado, com os laterais ou os pontas. Gabigol e Marquinhos marcam os laterais rivais e avançam nas costas de seus marcadores.

Faro de gol - Até agora, 57 gols em 28 jogos sob o comando de Dorival Júnior. Só Ricardo Oliveira, o artilheiro do Brasileirão, fez 16 neste período. Média superior a dois gols por jogo e só quatro partidas sem fazer gols.


O QUE REPETIR:

Domínio -
Contra o Palmeiras, gol aos 27 do primeiro tempo. Antes, diante do São Paulo, três gols feitos em 23 minutos. Peixe costuma dominar e envolver seus adversários no início dos jogos, o que aproxima a vitória.

Postura ofensiva - Volantes cobrem os laterais e avançam para o campo de ataque. No jogo deste fim de semana, Thiago Maia, que é teoricamente o mais recuado do meio, apareceu na área para marcar o primeiro gol na Vila.

Elementos táticos - Santos dificilmente adota as mesmas estratégias em jogos diferentes. Invariavelmente, porém, a busca pelo gol tem início em jogadas de lado, com os laterais ou os pontas. Gabigol e Marquinhos marcam os laterais rivais e avançam nas costas de seus marcadores.

Faro de gol - Até agora, 57 gols em 28 jogos sob o comando de Dorival Júnior. Só Ricardo Oliveira, o artilheiro do Brasileirão, fez 16 neste período. Média superior a dois gols por jogo e só quatro partidas sem fazer gols.