Treino Santos

Gabigol, Lucas Lima e Thiago Maia sofrem assédio da Europa (Foto: Ivan Storti / Santos FC)

Léo Saueia
20/04/2016
06:10
São Paulo (SP)

Às vésperas da estreia na Copa do Brasil e do clássico com o Palmeiras pela semifinal do Paulistão, outro assunto domina os bastidores da Vila: a janela de transferências para o futebol europeu.

O presidente Modesto Roma Júnior tem conversado com os principais jogadores do elenco, que despertam o interesse do exterior. Ele quer saber a ambição dos atletas. À exceção de Lucas Lima, que já manifestou em algumas oportunidades o desejo de se transferir, Thiago Maia, Gabigol e Zeca declararam ao dirigente a vontade de permanecer no clube depois de julho.

Com oferta de 8 milhões de euros (R$ 32,7 milhões) de um grupo de investidores espanhóis, Zeca afirmou que não deseja deixar o Santos. De acordo com o estafe do lateral, porém, há disposição para ter uma nova conversa com o presidente santista a fim de expor a vontade de aceitar a proposta da Europa. 

Em evento que marcou o anúncio oficial da parceria entre o Santos e o Esporte Interativo pelos direitos de transmissão do Brasileirão de 2019, Modesto Roma Júnior disse que considera improvável a saída de Zeca.

- Eu disse que não queria vender, o Zeca disse que não queria sair... Veio a proposta, mas acabou. Eu acho que não tem chance de o Zeca sair, embora tenhamos um bom substituto, que é o Caju – disse o dirigente, em contato com o LANCE!.

Na semana passada, o dirigente havia declarado que aceitaria vender Gabigol em caso de uma oferta financeiramente vantajosa ao Peixe. Entretanto, após a declaração de Modesto, o camisa 10 também conversou com o mandatário e expôs a vontade de permanecer na equipe.

A principal incógnita fica por conta do futuro do meia Lucas Lima. Ele já disse pretender atuar no Velho Continente no segundo semestre e inclusive pediu que o Santos tenha “gratidão” e aceite vendê-lo. Como detém apenas 10% de direitos econômicos do armador, o Alvinegro não aceita se desfazer de seu principal jogador por um valor abaixo da multa rescisória, estipulada em 50 milhões de euros (R$ 202 milhões).