Russel Dias
26/09/2016
06:00
Santos (SP)

A figura de um ídolo muitas vezes transcende só o que ele fez ou é capaz de fazer dentro de campo. No futebol, ele é capaz de se envolver na política do clube e ter sua opinião ouvida de maneira que nenhum outro jogador teria.

No Santos, Elano é este ídolo. Campeão da Libertadores em 2011 com a geração de Neymar e bicampeão brasileiro em 2002 e 2004 com a geração de Robinho, sua idolatria é incontestável, mas nos dias atuais, muitos torcedores preferem que ele dê a vez a outros jogadores, alguns deixam a idolatria de lado e não exitam em criticar o camisa 11.

No entanto, o prestígio do meia não para de crescer com o técnico Dorival Júnior e sua comissão técnica e, principalmente, com a diretoria. Até então, Elano era visto como um jogador experiente (está com 35 anos) que ajuda o treinador e seu auxiliar durante as partidas.

Mas isso está mudando. Em 2015, Elano jogou 23 partidas, apenas três sob o comando de Dorival, antes de retornar à Índia. Nesta temporada, ele já atuou quatro vezes mais. São 12 jogos, sendo que ele entrou nos dois últimos, estando à frente até de Vecchio, contratado por indicação do técnico, e de Longuine.

Mesmo tendo sido expulso contra o Sport, no último domingo, pelo Brasileirão, o que foi considerado injusto por Dorival, Elano disputa uma possível vaga que será deixada pelo lesionado Vitor Bueno no duelo contra o Internacional, na quarta-feira, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, na Vila.
O treinador crê que o veterano dá mais leitura de jogo e percepção tática ao restante da equipe, mas ainda não definiu quem joga.

Na diretoria santista, os planos para o seu futuro são ainda maiores. Com o contrato vencendo no fim deste ano, Modesto Roma Júnior e seus pares querem renovar até dezembro de 2017 e prepar Elano para assumir uma função que será uma espécie de elo entre diretoria e comissão.

O meia, no entanto, não escondeu em suas últimas entrevistas que seu objetivo para o futuro é seguir uma carreira na área técnica, seja como treinador ou auxiliar.

Outro ponto positivo para que o meia apareça cada vez mais em campo, é a liderança dentro do elenco. A maioria dos conselhos do camisa 11 são direcionados aos mais jovens, o que também é visto com bons olhos pelo comando.

Seja você saudosista, realista, crítico, paciente ou compreensivo, saiba que Elano vem aí. Resta saber se “o bicho vai pegar”.