Modesto

Presidente do Santos não ficou satisfeito com as alterações impostas pela CBF (Foto: Divulgação/Santos FC)

LANCE!
05/11/2016
15:54
Santos (SP)

O Santos, definitivamente, não reagiu bem à decisão da CBF de alterar a data do duelo contra a Ponte Preta. Antes marcado para às 21h deste sábado, o duelo foi transferido para domingo às 11h. Indignado com a alteração, o Peixe emitiu um comunicado oficial neste sábado.

Inicialmente, o presidente Modesto Roma Júnior ameaçou não mandar seus jogadores a campo como repúdio à decisão da CBF, motivada pela alegação da Polícia Militar por possível confronto entre torcedores de Guarani e Ponte Preta em Campinas. No entanto, o clube desistiu da ideia e jogará domingo às 11h no Moisés Lucarelli.

Contudo, o Peixe promete ir até as últimas instâncias contra a ação. O clube se sente lesado principalmente pela falta de tempo hábil para se realocar e mudar a preparação física e alimentar dos seus atletas para jogo de manhã.

Confira abaixo a íntegra da nota:

Em razão da transferência da partida a ser disputada com a A.A.Ponte Preta, o Santos F.C. encaminhou à CBF, Confederação Brasileira de Futebol, à Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo de Campinas e ao Comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo – Região da Grande Campinas NOTA DE REPÚDIO com o seguinte teor:

Na noite desta sexta-feira, dia 4 de novembro de 2016, o Santos F. C. foi comunicado por telefone pela diretoria de competições da CBF da mudança do dia e horário da partida contra a A. A. Ponte Preta, a ser realizada na cidade de Campinas – SP.

A partida que originalmente estava designada para amanhã, dia 5/11, às 21h00, foi remarcada para o domingo, dia 6, às 11h00, pico do Sol diário.

A CBF justificou a ilícita alteração de horário em solicitações apresentadas pela Polícia Militar de Campinas e pela Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo de Campinas, diante do risco de confrontos entre as torcidas rivais locais.

O Santos F. C. não entrará no mérito da segurança pública envolvida na questão. Ocorre que a forma de comunicação utilizada e a decisão tomada não podem ser aceitas por quem trabalha em prol de um futebol profissional, sério e com respeito ao consumidor/torcedor.

Foi com total incredulidade que recebemos a notícia, em especial pelo fato da “origem” do litígio ter surgido há duas semanas, em 23 de outubro p.p., quando o Guarani (rival local da Ponte Preta) se classificou para as finais da Série C do Campeonato Brasileiro, finais estas que já estavam agendadas para o dia 05 de novembro de 2016 desde o início do Campeonato.
Ora, desde 23 de outubro, então, poderiam a CBF e os demais órgãos de segurança terem verificado os supostos riscos que a rivalidade local provocaria. Este assunto, inclusive, foi objeto de conversas da PM/SP com a CBF desde a última segunda-feira, dia 31/10, sem qualquer medida racional ou tempestiva pela entidade.

A difícil partida do Santos F. C. contra a A. A. Ponte Preta estava agendada para as 21h00 do dia 05 de novembro p.f., início de noite, em que a temperatura é mais baixa e os atletas já passaram todo o dia em concentração e preparação para o jogo, com alimentação diferenciada e em horários específicos. A equipe do Santos já está em Campinas.

Agora, em menos de 1 dia, terá que alterar toda a preparação física, fisiológica, alimentar, mental e emocional, não apenas para um jogo difícil tecnicamente, mas para também um novo ambiente, com outras condições climáticas.

O Santos deixará de buscar qualquer medida excepcional para exigir o cumprimento da tabela e do Estatuto do Torcedor, flagrantemente violados pela CBF, apenas porque não quer impingir ainda mais turbulência ao principal campeonato de futebol do país.

No entanto, fica aqui registrado nosso total desagravo com a decisão tardia e comunicada por telefone .

Espera-se que a medida exigida pela Promotoria campineira e PM local surtam os efeitos pretendidos e que se evitem danos maiores à população e torcedores. Os danos às equipes, em especial a do Santos, por ser visitante, e aos torcedores que estariam presentes, já estão configurados, independentemente do resultado.

Pretende-se com este desagravo dar publicidade a forma esdrúxula pela qual o caso foi conduzido, bem como trazer ao conhecimento público que a responsabilidade civil e consumerista do caso é exclusiva da CBF, organizadora da competição e responsável pela irregular alteração da tabela em prazo ilegal.

Por fim, o Santos FC comunicará os órgãos de proteção ao consumidor e da Justiça Desportiva para apuração do descumprimento do regulamento por parte da CBF.
SANTOS FUTEBOL CLUBE.