gustavo henrique e neto

Gustavo Henrique prestou homenagem ao ex-companheiro e sobrevivente Neto (Foto:Reprodução/Twitter)

Léo Saueia
04/12/2016
07:55
São Paulo (SP)

A tragédia que vitimou 71 pessoas na queda do avião que transportava o time da Chapecoense e jornalistas na Colômbia mexeu com todos, e com o Santos não foi diferente. Por conta do trauma causado nos atletas, que frequentemente utilizam do transporte aéreo para jogos fora de casa, a diretoria do Peixe disponibilizou ao elenco a psicóloga do clube, Juliane Fecio. Alguns atletas já procuraram a profissional.

O auxílio aos jogadores se deu principalmente pela proximidade com alguns companheiros da Chapecoense, mortos na queda do avião. Um dos casos é o zagueiro Neto, um dos seis sobreviventes da queda do avião, e que defendeu o Santos até a temporada de 2014.

- Não estou chamando necessariamente os jogadores, estou esperado que eles me procurem. E estou dando uma atenção especial para aqueles que sei que tinham um vínculo maior com o Neto, que jogou com a gente aqui. Como os jogadores passam por situação similar eles sentem mais. Vamos trabalhar em cima dessa angústia que eles estão sentindo - disse a psicóloga, à rádio Santos.

Além do choque com o ocorrido, os jogadores do Peixe internamente têm relatado o receio em embarcar em viagens para a Libertadores do ano que vem. O clube trata de forma natural, e o gerente Sergio Dimas detalha o planejamento de voo do Santos durante a competição continental.

- Na verdade a gente já está olhando logística de Libertadores desde que garantimos a vaga. A gente já tinha por padrão, até por ir para lugares longe na Copa do Brasil, pedir fretamento apenas com empresas brasileiras. No caso, Azul e Gol têm ofertado serviços com aeronaves novas e de qualidade, e fazem voo para qualquer lugar da América do Sul. Caminho vai ser esse caso precise de fretamento, senão vamos de voo de carreira se os horários baterem com o interesse da delegação - explicou, ao LANCE!