Rafael Longuine, Lucas Lima e Léo Cittadini

Rafael Longuine, Lucas Lima e Léo Cittadini, três dos meias do elenco do Peixe em 2015 (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Gabriel Carneiro e Russel Dias
13/11/2015
10:05
Santos (SP)

Em enquete realizada pelo site do LANCE!, a opção "Sim, vai voltar a ser ídolo" tem 51% dos votos contra 49% da alternativa "Não, pode ficar no São Paulo" na resposta à seguinte pergunta: "Santista, você quer Ganso de volta à Vila?". Enquanto a torcida se resolve, o Santos já abriu negociações pela repatriação do ex-camisa 10, hoje no São Paulo, e prepara uma engenharia financeira com apoio de investidores para levar o meia, uma alternativa à possível saída de Lucas Lima no fim de 2015 ou até no primeiro semestre de 2016.

Porém, se a enquete fosse realizada com outro público, talvez a resposta não fosse tão favorável à possibilidade de contratação de mais um meio-campista para o ano que vem.

Além de Lucas Lima, o elenco do Santos dispõe de outros jogadores aptos a atuar na posição, a começar por Marquinhos Gabriel, que tem atuado aberto no ataque, mas tem facilidade também na armação. Além dele, Rafael Longuine, Serginho, Léo Cittadini, Vítor Bueno e Marquinhos buscam espaço, e planejam obtê-lo em 2016. Dos cinco nomes, dois são revelações das categorias de base e três contratações realizadas neste ano, sendo Longuine o que mais atuou – 13 vezes no total.


Os contratos de todos os meias são longos, sendo o menor o de Serginho, até o fim de 2016. Cittadini, por exemplo, está vinculado ao Peixe até 2018, e teve até recusada uma possibilidade de empréstimo neste ano, já com Dorival Júnior no comando.

O treinador contratado há quatro meses utilizou todos os meias que conta no elenco, sem qualquer exceção. Porém, o máximo que algum deles conseguiu alcançar foram nove jogos, de Serginho. Ao todo, o Santos já tem 29 jogos sob o comando do treinador que tem vínculo até 2017.

– Eu fico muito feliz de estar diante de um grupo assim. Apesar de garotos, todos são tranquilos, o que mostra maturidade – diz Dorival.

A principal dificuldade para contratar Ganso não é nem a engenharia financeira, que seria possível com apoio de algum investidor – e o Santos já conversa com alguns.  O problema é que durante a negociação, o Santos tomou conhecimento de que o salário do meia no São Paulo é superior ao teto instituído na gestão de Modesto Roma Júnior. E mesmo em se tratando de Ganso, um desejo antigo desta direção, não há disposição para romper o teto salarial.

Enquanto isso, os meias do atual elenco sonham com mais chances. E talvez que o Santos caia na real sobre o sonho de ter Ganso.