Ricardo Oliveira - Santos

Ricardo Oliveira fez gols em dois de quatro jogos nas últimas finais (Foto: Ivan Storti / Santos FC)

Russel Dias
01/05/2016
06:00
Santos (SP)

Em 2015, ele fez gol nas finais do estadual e da Copa do Brasil. Mesmo atrás de Gabigol da artilharia do Santos neste ano (8 gols tem Gabriel, contra seis dele), é em Ricardo Oliveira que a torcida deposita as esperanças para ser campeã paulista de novo.

Neste domingo, quando a bola rolar para Audax e Santos, às 16 horas, no Estádio José Liberatti, em Osasco, pelo primeiro duelo da decisão, o camisa 9 do Peixe vai em busca do sétimo gol, que pode ser aquele a garantir mais uma taça para o Peixe.

Na última sexta, Ricardo Oliveira foi pai pela terceira vez. Se a notícia o fez esquecer por algumas horas a final, depois deu-lhe ainda mais gana. Após visitar a maternidade e conhecer Guilherme Lucca,nome escolhido para a criança, o atacante treinou e está concentrado. Por 90 minutos, o bebê não estará em sua cabeça.

– Do camisa 9 sempre se espera gols. Espero que possa ser feliz novamente e marcar nessas finais. Fazer gol, como disse, é minha principal função... Fazer em final é mais decisivo ainda e você fica marcado – diz o camisa 9 ao LANCE!.

Vitória contra o adversário deste domingo é algo real para Ricardo Oliveira. No ano passado, quando Peixe e Audax se enfrentaram no Pacaembu, foi dele um golaço com chapéu sobre o goleiro Felipe Alves.

Neste ano, na vitória por 2 a 1 do Alvinegro, na Vila Belmiro, o centroavante deu uma assistência para o meio-campista Léo Cittadini empatar a partida. Depois, Ronaldo Mendes completou a virada.

– É sempre legal saber do histórico bom, mas cada um jogo é um jogo e temos que pensar no próximo. Espero poder manter esse bom retrospecto – acrescenta o atacante.

Por mais que a temporada passada tenha sido inesquecível para Ricardo Oliveira (37 gols, sendo artilheiro do Brasileiro e do Paulistão), os números deste ano ainda não animam parte da torcida.
Em contrapartida, o que empolga o centroavante é o número de assistências. Se não pode marcar, pode passar. Já são três para gol, metade do que conseguiu em 2015.

Se é para lembrar de coisa boa em final, dificilmente o torcedor do Peixe terá outra referência, senão Ricardo Oliveira indo à rede, principalmente nos momentos em que as dificuldades foram grandes.

Com 4.100 santistas presentes em Osasco, gol e Oliveira são duas palavras que não podem sair do vocabulário. Principalmente em uma final.

- Do camisa 9 sempre se espera gols - , Ricardo Oliveira

Por mais que o Audax não seja um rival do Santos, é melhor chegar em uma final contra eles sabendo que tem um bom histórico?

Na verdade a gente não pode escolher adversário. Temos que fazer a nossa parte, fizemos, e agora vamos disputar a final com uma equipe que já mostrou seu valor contra os grandes.

Você tem menos gols do que no ano passado nessa fase. Voltar a fazer gols nas finais é o melhor jeito de voltar a marcar?

São menos gols, mas também menos jogos. Fiquei fora de alguns e também teve a convocação para a Seleção Brasileira. Este ano tenho conseguido dar mais assistências também, o que é motivo de alegria para mim. Apesar da minha principal função ser fazer os gols, servir um companheiro é sempre legal. O mais importante é que a equipe possa vencer, independentemente de quem faça os gols. Esse tem de ser o espírito para as finais do campeonato.

Desde que voltou ao Santos você fez gol em quase todas as finais. É uma responsabilidade grande. Se sente bem que o torcedor sempre espera isso de você?

A responsabilidade é sempre de todos, mas é bom e importante ter a minha também. Como capitão e referência ali da frente, as pessoas estão sempre de olho. Do camisa 9 sempre se espera gols. Espero que possa ser feliz novamente e marcar nessas finais.

Em outras vezes você disse que esse elenco é um dos mais fortes que você já participou em relação à união do grupo. Tecnicamente é um elenco que vai ficar na sua memória também?

Com certeza. Você tem jogadores de um nível técnico muito elevado em cada uma das posições, com características diferentes. Existe um entrosamento muito grande.

Tanto nesse ano quanto na Era Dorival, você e o Gabriel estão quase empatados na artilharia. Por que é uma dupla que dá tão certo?


Acho que vai do conjunto todo, do trabalho de todos e do entrosamento. Nós somos os responsáveis ali pelo ataque, mas se todos não nos ajudam, os gols não saem. Ele tem um estilo de jogo e eu tenho outro, então acho que isso ajuda. Nós dois temos conseguido marcar e também temos conseguido dar assistências. É um entrosamento legal e que ajuda o Santos.