Léo Saueia
16/11/2016
06:55
São Paulo (SP)

Sempre que perguntado sobre a possível volta de Robinho ao Santos, o presidente Modesto Roma Júnior responde ser este "um sonho de uma noite de verão". Se o retorno do atacante fica mais improvável a cada dia, o jogo entre Atlético-MG e Palmeiras, nesta quinta, é a chance de o santista torcer novamente por seu antigo ídolo.

O acerto do Rei do Drible com o Galo, no início deste ano, divide opiniões até hoje entre a torcida. Alguns não se esquecem de tudo o que foi conquistado em anos de parceria, enquanto outros apaixonados o tratam como mais um traidor da bola. Fato é que as duas alas se uniram na Vila Belmiro contra o atacante na vitória por 3 a 0 sobre o Atlético-MG, na primeira rodada do segundo turno. Sob gritos de "mercenário" e vaias a cada toque na bola, Robinho foi o grande alvo naquela tarde de domingo.

Agora, o santista vive nova encruzilhada. Afinal, para as pretensões de título do Alvinegro no Brasileirão, é necessário vencer todos os jogos restantes e contar com, pelo menos, duas derrotas do líder Verdão. Assim, uma vitória do Galo no jogo desta quinta, no Independência, seria, também, uma vitória do Santos. Robinho pode, mesmo longe, ajudar o ex-clube.

Obviamente que um gol de Robinho sobre o Palmeiras não será contado na tabela de classificação como gol do Peixe, mas os próprios jogadores santistas têm consciência de que o camisa 7 pode ser, ao fim das 38 rodadas, importantíssimo para o título.

- Ele (Robinho) pode nos ajudar, sim. Vai ter jogo importante contra o Palmeiras. Acima de tudo, ele vai querer ajudar o Atlético. Eles visam o G3. Seria bom se ele nos ajudasse - disse o meia Léo Cittadini, herói da vitória santista sobre a Ponte Preta.

Já o experiente volante Renato, ex-companheiro de Robinho no próprio Santos, garantiu que não pedirá uma "ajudinha extra" ao amigo, mas reconhece que uma vitória do Atlético-MG é fundamental.

- Em jogos assim, nem precisa mandar mensagem. O Atlético tem grupo forte e vai buscar a vitória. Temos de pensar no nosso jogo e se o Palmeiras tropeçar, colocamos pressão neles - avaliou o camisa 8.

"Nascer, viver e no Santos morrer..." De longe, Robinho ainda pode fazer diferença para o Peixe.