Lucas Veríssimo, zagueiro do Santos

Zagueiro Lucas Veríssimo completa 13 jogos seguidos e posa para o LANCE! (FOTO: Ivan Storti)

Léo Saueia e Russel Dias
31/03/2016
06:05
São Paulo e Santos (SP)

Se no início do ano o técnico Dorival Júnior teve problemas para escalar a defesa por conta das saídas de Leonardo e Werley e lesões de Paulo Ricardo e David Braz, hoje a dor de cabeça fica por conta de Lucas Veríssimo.

Única opção no time para atuar no início do Paulistão ao lado de Gustavo Henrique, Veríssimo assumiu o posto de titular sob desconfiança do torcedor santista.

Nesta quinta, às 21h30, diante da Ferroviária, na Vila Belmiro, o jovem de 20 anos completa seu 13º jogo como titular da equipe no Estadual, mesmo com a contratação de Luiz Felipe e com o retorno de David Braz, que ainda segue sem brecha para retornar ao posto de titular.

Mas se hoje Lucas é solução, no final de 2014 ele foi quase descartado pelo Peixe. Com contrato perto do fim e a promessa da antiga gestão de Odílio Rodrigues que seria comprado em definitivo, o jovem por pouco não mudou seus ares.

Com problemas financeiros, Modesto Roma Júnior assumiu o clube e não cogitou desembolsar cerca de R$ 300 mil pela permanência do zagueiro e por 80% de seus direitos econômicos. A proposta da gestão Modesto era de salário na casa dos R$ 5 mil e, de graça, ficar com os 80% dos direitos do atleta. 

Apesar da recusa dos empresários, que já tinham negociações com o Cruzeiro e com o Atlético-PR, o jovem bateu o pé em nome do sonho de se profissionalizar pelo clube que o acolheu na base.

- Foi um consentimento com a minha família. Meus empresários queriam me levar, tinham propostas, mas conversamos e achamos melhor ficar. Eu já tinha carinho enorme pelo clube. Eu via meu crescimento aqui. Por isso eu fiquei - conta, em entrevista ao LANCE!.

Apesar de ter bancado o risco de não jogar, Lucas contou com a força do destino e as seguidas lesões no setor para se firmar na equipe e, além disso, firmar novo contrato.

- Só tenho a a gradecer pelo que vem acontecendo. Eu não esperava por isso, aconteceu da noite para o dia. Na semana do jogo do Bahia, eu não esperava ser chamado.

Mesmo sem a ficha ter caído, o zagueiro já tem a missão logo mais de manter a segurança na zaga e, com a vitória, classificar o Peixe à próxima fase.

Confira um bate-bola exclusivo com o zagueiro Lucas Veríssimo:

Depois de tudo o que passou para ficar no Santos, a ficha caiu?
Para ser sincero, foi cair há alguns dias. Falei com meu pai pelo telefone e perguntei para ele se ele tinha consciência que eu era titular do Santos. Espero agora corresponder à altura e terminar com um título.

Qual a dificuldade na transição entre a base e o time profissional?
É uma boa adaptação. A base mantém a linha de treinos do profissional. O Dorival vinha acompanhando os treinos da base. Ele conversa com os treinadores da base. Eu vejo esse contato. É fundamental para um garoto, como eu, ter a noção de que pode melhorar e que pode jogar e corresponder da melhor forma.

Como está fugindo dos companheiros para raspar seu cabelo?
Estou enrolando, espero que não consigam. É uma brincadeira sadia que eles têm, estou me esquivando.

Mais fácil rasparem seu cabelo ou te tirar do time titular?
É só trabalhar e já era.