Rafael Longuine, meia do Santos

Longuine foi contratado pelo Santos após boa campanha no Paulistão pelo Audax (FOTO: Ivan Storti)

Léo Saueia
10/04/2016
08:05
São Paulo (SP)

Talvez nem o mais otimista dos jogadores que defendem um clube pequeno no Estadual imaginaria, em um intervalo de um ano, chegar a um dos grandes e disputar vaga na equipe titular.

Após chamar a atenção por boa campanha no Paulistão de 2015 pelo Osasco Audax, Rafael Longuine recebeu um voto de confiança da diretoria santista e acabou contratado. Alternando bons e maus momentos desde que chegou à Vila, o camisa 17 hoje é candidato à vaga aberta no meio de campo.

Em mais uma chance de convencer o técnico Dorival Júnior de que pode, enfim, ser o dono da posição, Longuine reencontra neste domingo, às 16h, na Vila Belmiro, o clube pelo qual chamou a atenção em 2015.

Para o "sortudo" Longuine, o reencontro com o Audax será especial. Mas mais importante ainda será rever o treinador Fernando Diniz, responsável por apostar no meia e fazer dele peça fundamental em seu esquema do "tiki-taka".

- Será um momento e uma partida especial enfrentar uma equipe pela qual me destaquei ano passado e que me trouxe até o Santos. Tenho amigos lá, inclusive o treinador Fernando Diniz, com quem tenho amizade muito boa - disse, ao LANCE!

Mas se a maioria dos "sonhadores" espalhados pelo Brasil não acredita nessa história, Longuine sempre manteve o sonho vivo. Talvez por isso ele tenha sido recompensado...

- Antes de o campeonato do ano passado começar, eu sonhava, imaginava, mas depois que fui jogando e me destacando, sendo artilheiro, aí realmente comecei a acreditar que minha carreira poderia estar evoluindo - admitiu o meia alvinegro.

E se no ano em que chegou ao Santos Longuine teve dificuldades em se adaptar e se firmar, as expectativas para a atual temporada são outras. Mais maduro e confiante, o camisa 17 mostra-se disposto a conquistar o coração dos santistas.

- Acho que a diferença é a maturidade que ganhei, a confiança que aumentou de um ano pra cá - disse.

Apesar do carinho pelo Audax, o meia não pretende demonstrar gratidão em campo e sonha em marcar um gol. Se fizer? Vai comemorar!

Confira um bate-bola exclusivo com o meia Rafael Longuine:

Qual a diferença entre o Longuine de 2015 para este de 2016?
Estou muito mais preparado mentalmente, fisicamente. Espero continuar fazendo o que eu venho fazendo, treinando bem, jogando bem, e quando tiver as oportunidades aproveitar da melhor forma possível.

Dorival chegou a conversar com você quando perdeu espaço?
Não chegou a conversar não, mas no ano passado o nosso time estava muito encaixado. E quando eu estava em um momento bom no Brasileiro, acabei me machucando. Talvez isso tenha atrapalhado um pouco.

Caso faça um gol, pretende comemorar ou vai pregar respeito ao clube que te fez chegar no Santos?
Se eu marcar um gol, vou comemorar sim. Defendo um grande clube hoje que é o Santos, pelo qual tenho um carinho muito grande por todos dentro do clube e por toda a torcida.

Mantém contato com jogadores que ainda estão lá no Audax?
Tenho sim, tenho amigos lá com quem tenho amizade muito boa.