Léo Saueia e Russel Dias
08/11/2016
06:00
Santos (SP)

A novela para a renovação de Lucas Lima com o Santos parecia que não ia durar tanto, até que um velho conhecido do Peixe entrou na trama e pode esticar os próximos capítulos da história.

Na semana passada, Peixe e representantes do jogador entraram em um acordo para estender o vínculo do camisa 10. Todos concordaram com um novo salário, de aproximadamente R$ 400 mil, e contrato válido até 2021, ao invés de 2017.

Porém, o cartada final do Peixe surpreendeu. Atualmente, o clube tem 10% dos direitos do meia. No novo contrato, quer ter 30% e dar mais 30% ao atleta, mas para isso acontecer o fundo de investimentos Doyen Sports teria que abrir mão de 50 dos 80% que detém.

O argumento utilizado pelo Peixe é de que o meia não deve sair do clube até o término de seu contrato (dezembro do ano que vem) e que o fundo de investimentos poderia perder os direitos que tem ao término do vínculo. Outro, é o fato de que as duas partes brigam na Justiça, pois o Santos questiona a forma como o Doyen adquiriu parte de Lucas Lima em 2014, já que a princípio, o fundo maltês repassaria ao Santos cerca de R$ 5 milhões para comprar o atleta, e a transação seria uma espécie de empréstimo.

Atualmente, a divisão se dá da seguinte maneira: Doyen Sports tem 80% de Lucas Lima, Santos 10% e Khoddor Soccer outros 10%. No modelo proposto pelo Santos, a divisão teria: 30% para Lucas Lima, 30% para o Peixe, 30% para o Doyen e 10% para Khoddor Soccer.

Outra alteração a ser feita no contrato é um preço de venda fixado para o jogador da Seleção Brasileira, como tinha Gabigol. O valor atual é figurativo (50 milhões de euros), apenas para proteger de uma proposta que não agrade a cúpula santista.

Nos bastidores conturbados, se espera um final feliz para todos.