Ex-campeão olímpico atribui sucesso de atletas à culinária do Japão

Zico participou, nesta quarta, de evento na Casa do Japão, no Rio (Foto: Felipe David)

Felipe David
17/08/2016
18:21
Rio de Janeiro (RJ)

Enquanto Brasil e Honduras se enfrentavam, nesta quarta, no Maracanã, Zico participava de um evento na Casa do Japão, no Rio de Janeiro, voltado para apresentar detalhes da cultura japonesa. Não soube quando Neymar marcou, logo aos 14 segundos, o gol mais rápido da história das Olimpíadas. Nem quando Gabriel Jesus ampliou a vantagem com dois gols parecidos. Muito menos quando a vitória virou goleada até terminar em 6 a 0. Mesmo assim, o Galinho estava tranquilo. Tudo porque ouviu, na véspera do jogo, o técnico Jorge Luis Pinto, de Honduras, dizer que iria para cima do Brasil.

- Quando ele falou que iria para cima do Brasil eu fiquei mais tranquilo. Porque sempre dá errado quando uma seleção pensa que vai bater de frente com o Brasil, ainda mais na nossa casa - revelou Zico, ao LANCE!, depois de saber da vitória brasileira, e deu a receita - Tem que fazer que nem a técnica da Suécia (Pia Sundhage, no futebol feminino). É assim que se enfrenta o Brasil.

Mesmo com o começo claudicante da seleção brasileira no torneio olímpico, o ídolo rubro-negro acredita que o time de Neymar e companhia é franco favorito a conquistar a medalha (Zico ainda não sabia que o adversário do próximo sábado, no Maracanã, seria a Alemanha). E não porque tenha goleado a seleção hondurenha. Para Zico, os resultados negativos do início da campanha olímpica ajudaram a equipe brasileira.

- Quando chegaram à Olimpíada eram apenas talentos individuais. Agora, depois dos primeiros jogos, o Brasil ganhou conjunto e, para mim, vai levar o ouro. É favoritíssimo - cravou o ex-treinador da seleção japonesa.

Mas nem só de futebol falou o Galinho. Ele ainda opinou sobre o desempenho brasileiro nas Olimpíadas como um todo. Questionado sobre o quanto o fator psicológico tem influenciado nos resultados dos competidores da casa, Zico minimizou:

- Não é o psicológico. Tem que entender que é mata-mata e é uma Olimpíada. Os adversários são muito qualificados. No vôlei (feminino), por exemplo. Ninguém esperava que fosse ser eliminado. Mas tinham quatro, cinco seleções candidatas ao ouro. A eliminação dói. Mas é compreensível - argumentou, e deixou um recado - Não execrem o Brasil. Não execrem os atletas brasileiros.