Carlos Eduardo Sangenetto
22/08/2016
17:02

Especial para o LANCE! 
Rio de Janeiro (RJ)



Uma das fantásticas sensações da vida deve ser ver o desprezo e a desconfiança se transformarem em glória. Cada um de nós já viveu um lado dessa história. Quem nunca? Com o Rio de Janeiro não foi diferente. Vimos a tal "Olimpíada à la Brasil", expressão, ao meu ver, "pé atrás" usada por Thomas Bach desde o início dos Jogos, cativar o mundo inteiro com a alegria e hospitalidade do povo carioca.

Essa foi a melhor injeção de autoestima possível. O Brasil precisava disso, o planeta também. Essa carência das duas partes apenas colaborou para que tudo desse certo do nosso famoso "jeitinho". Dinheiro nenhum, tecnologia alguma faz isso acontecer.

Por aqui, não teve tempo ruim. Insegurança? Despreparo? Zika? Terror? Nada disso, amor! O 14 Bis sobrevoou a Cidade Maravilhosa, fizemos um alerta para preservação da natureza, os rivais foram vaiados (torcemos assim e daí?), o verde-amarelo às vezes é pouco para gente e colorimos arquibancadas com nossas camisas de times de futebol (nos vestimos assim e daí?), o Brasil podia enfrentar Alemanha, Austrália ou Angola, mas quem escutava diariamente provocações eram os hermanos argentinos (brincamos assim e daí?). Além disso, a noiva interrompeu um programa britânico ao vivo, o narrador cantou "Ragatanga" para comemorar um ponto, nunca um juiz de boxe foi tão exaltado, egípcias foram embaladas ao som de "É o Tchan" na praia, fomos campeões olímpicos nos nossos maiores esportes e vimos o adeus de lendas como Bolt e Phelps.

Impossível enumerar tudo que vivemos em terra brasilis. Como faz? Nós voamos, voamos como Thiago Braz.

O mundo se rendeu, Lochte se escafedeu e o melhor lugar da Terra é...
Sabe de queeeem?

É meu, é seu. 

Valeu!