Marcelo Laguna
16/08/2016
00:01
Enviado especial ao Rio de Janeiro (RJ)

Em uma prova sensacional, cheia de alternativas, que foi prejudicada pela chuva, contou com quebra de equipamentos e com uma disputa histórica no final, o brasileiro Thiago Braz conseguiu nesta segunda-feira a primeira medalha do atletismo brasileiro na Olimpíada Rio-2016. Em um duelo direto com o recordista mundial Renaud Lavillenie, da França, Braz levou a medalha de ouro, ao saltar 6m03 e ainda por cima quebrar o recorde olímpico. Foi a 15ª medalha do atletismo brasileiro em Jogos Olímpicos

A final do salto com vara masculino foi cercada de drama desde o seu início. A prova começou debaixo de chuva, com três atletas errando os saltos. Quando o tempo piorou, a organização acabou suspendendo toda a programação e os atletas só voltaram à pista às 21h40, mais de uma hora de atraso em relação ao programa original. Com isso, os árbitros decidiram anular os três primeiros saltos e todos começaram do zero.

Assim como no sábado, Braz optou pela ousadia e abriu mão de saltar em 5m50 e foi direto para 5m65. O que parecia uma aposta arriscada demais acabou se mostrando correta. Nono atleta pela ordem a saltar, o brasileiro foi calmamente assistindo vários de seus concorrentes derrubando o sarrafo e serem eliminados. Até que chegou a sua vez de saltar e sem dificuldades, passou de primeira em 5m65.

Quando o sarrafo subiu para 5m75, a briga começou a esquentar para valer. Com somente seis atletas na disputa, foi a vez de entrar em ação o recordista mundial Renaud Lavillenie, da França, que até então apenas acompanhava a prova. Com muita tranquilidade, ele superou essa marca, jogando pressão em todos os demais. Inclusive para Braz, que errou na primeira e passou de primeira em 5m85.

Aos poucos, os competidores foram sendo eliminados e a briga resumiu-se a Braz e Lavillenie. Quando o francês passou em 5m98, Thiago passou na segunda tentativa e logo chamou a marca de 6m03. O francês errou a primeira, assim como o brasileiro. Só que o francês voltou a errar na segunda, enquanto Braz passou de forma espetacular, assumindo a ponta da prova.

Pressionado, Lavillenie partiu para 6m08 e errou, dando ao Brasil sua primeira medalha de ouro desde Maurren Maggi no salto em distância em Pequim 2008.

Entre os homens, é o 3° ouro: Adhemar Ferreira da Silva (salto triplo, em 1952 e 1956) e Joaquim Cruz (800 m em 1984) foram os precursores.

Resultado histórico para o Brasil.

script>document.domain="lance.com.br";