Bruno Bini, francês que treina a seleção feminina de futebol da China, dá coletiva (Foto: Igor Siqueira)

Bruno Bini, francês que treina a seleção feminina de futebol da China, dá coletiva (Foto: Igor Siqueira)

Igor Siqueira
02/08/2016
15:18
Rio de Janeiro (RJ)

Adversário do Brasil na estreia do futebol feminino, o técnico da seleção da China, o francês Bruno Bini, adotou um discurso que tira o peso da estreia dos ombros da equipe dele. Sobretudo porque sabe que o adversário terá o apoio da torcida.

- Para mim, não tem significado especial. Se você vencer o primeiro jogo, você conquista três pontos, assim como nas outras três partidas. Como na Copa do Mundo, todas as partidas são importantes - disse Bini.

O técnico da seleção chinesa evitou o assunto Marta.

- Eu prefiro falar do sistema de equipe, convicções de jogo - disse ele, que ainda emendou:

- Elas estão na nossa frente no ranking da Fifa. E também para nós será um jogo fora de casa. Não temos a vantagem. Mas a bola é redonda para todas.

No lado brasileiro, o técnico Vadão concordou com o colega de profissão que treina a China.

- A frase que ele usou é a frase que também usamos para quem está acima. Eu concordo. As seleções que estão acima temos o mesmo pensamento. O importante não é ser o melhor, jogar melhor. Isso pode acontecer com qualquer um. A diferença entre nós e a China não é tão grande assim, é uma equipe competitiva. Será um jogo difícil. Temos que estar bem preparados - comentou o treinador brasileiro.

O técnico da China ainda foi indagado se tinha pedido informações às jogadores chinesas que são companheiras de equipe das brasileiras no futebol asiático.

- Você pode saber quatro ou cinco que jogam na China, mas o Brasil é um time. Conhecemos as outras também, vocês não tem o que se preocupar - completou o treinador.

Brasil e China se enfrentam nesta quarta-feira, no Estádio Olímpico Nilton Santos, às 16h, pela primeira rodada do Grupo E da Rio-2016.