Daniel Bortoletto, Igor Siqueira e Jonas Moura
21/08/2016
18:21
Rio de Janeiro (RJ)

Antes da final contra a Itália, a Seleção Brasileira masculina de vôlei se apegou a um objetivo maior do que o desejo de cada jogador de conquistar o ouro nos Jogos Olímpicos Rio-2016. Ajudar o líbero Serginho a ser bicampeão era a meta que unia cada um. Os 12 atletas e a comissão técnica conseguiram. 

- Era minha última tentativa de ser bicampeão olímpico, e os caras me ajudaram. A maioria deles tem outro ciclo olímpico. Na verdade, todos têm. Eu não terei mais esta chance. Eles entenderam o recado. Foi gratificante.  - afirmou Serginho, que agora é o maior medalhista olímpico do Brasil em esportes coletivos, com quatro pódios.

- Era uma Olimpíada. Não precisávamos de estímulo maior do que este. Cada defesa, cada saque vêm do coração. Lembrava das porradas que tomei lá em Saquarema, daquele canhão desgraçado (risos) - disse, em referência ao objeto utilizado para simular um saque e, assim, treinar a recepção dos jogadores.

Agora, ele garante que vai viver a vida. Quer ir às festas de aniversário, andar de cavalo e passar o tempo com os filhos. Ser uma pessoa normal, como já havia tentado após os Jogos de Londres-2012. Acabou convencido por Bernardinho a voltar, em 2015, diante da carência na posição.

Marlon, de 18 anos, Matheus, de 16, e Martin, de oiro, são os que mais desejam a tal vida normal. Eles só pensam em aproveitar o pai.

- Acabou Seleção, ainda bem! É aproveitar o máximo a presença dele agora. A ficha vai demorar para cair. Foi emocionante. É muita pressão jogar em alto nível assim. É para poucos - disse Marloon, que faz faculdade de arquitetura.