Rafael Valesi
05/08/2016
23:55
Rio de Janeiro (RJ)

O Brasil mostrou na cerimônia de abertura dos Jogos Rio-2016 que, em termos de festas, é um dos melhores do mundo. O país promoveu um verdadeiro Carnaval olímpico no Maracanã na noite desta sexta-feira. O evento tocou o coração das pessoas com momentos emocionantes, e empolgou brasileiros e estrangeiros.

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A cerimônia ficou longe das extravagâncias e efeitos pirotécnicos, como foi na abertura dos Jogos de Pequim-2008, por exemplo. Em compensação, o calor humano do brasileiro, a música e o aspecto cultural falaram mais alto.

Artistas como Jorge Ben Jor, Zeca Pagodinho, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Marcelo D2 levantaram o público com músicas com a cara do Brasil. A modelo Gisele Bundchen também roubou a cena, ao desfilar no Maracanã em uma “passarela” de mais de 100 metros, como se fosse a Garota de Ipanema. Ela desfila ao som da célebre música de Tom Jobim cantada e tocada no piano pelo neto do maestro Daniel Jobim.  E uma simulação do voo de Santos Dumont com seu 14 Bis pelo Rio de Janeiro emocionou a todos. O hino nacional foi cantado por Paulinho da Viola acompanhado de uma orquestra. 

Em paralelo a tudo isso, os criadores da cerimônia de abertura deixaram uma mensagem ao planeta. Toda a festa teve como pano de fundo o pedido para que o meio ambiente seja preservado – apesar do fracasso do Rio de Janeiro em despoluir a Baía de Guanabara para a Olimpíada.

Grandes anéis olímpicos que apareceram no palco do Maracanã foram formados por arbustos. O símbolo mundial da paz exibido em um dos trechos teve como base uma árvore. E até mesmo a pira olímpica foi “afetada” com isso. Ao invés de uma chama incendiária, como em outras edições da Olimpíada, o caldeirão foi discreto. A ideia por trás disso era o pedido para a redução da queima de gases poluentes no mundo.

As vaias ao presidente em exercício Michel Temer representaram um dos poucos momentos hostis na abertura. A entrada das delegações de refugiados e também do Brasil foram as mais celebradas pelo público presente. E coube a Vanderlei Cordeiro de Lima a honra de acender a pira olímpica, encerrando assim o mistério da abertura. O simbolo entrou no Maracanã nas mãos de Guga, passou por Hortênsia e terminou com Vanderlei.

A partir deste sábado, o planeta está no Rio de Janeiro.

– O mundo é carioca – disse Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Rio-2016.