Atleta russa Yelena Isinbayeva se emociona em discurso na Rùssia

A russa Elena Isinbayeva, recordista mundial do salto com vara, chora em cerimônia de homenagem aos atletas russos que participarão da Rio-2016 (Foto: AFP)

Marcelo Laguna
06/08/2016
07:30
Enviado especial ao Rio de Janeiro (RJ)

Maior das 15 repúblicas que formavam a antiga União Soviética, a Rússia passou a ter na história das Olimpíadas o mesmo protagonismo esportivo. Não apenas por conta das 398 medalhas somadas em suas cinco participações anteriores, a primeira delas nos Jogos de Atlanta 1996, mas especialmente pela opulência de suas delegações.

Se há quatro anos, em Londres, os russos estiveram com um total de 430 atletas, a partir de hoje, na Rio-2016, serão somente 271 competidores, número inferior à de Atlanta, quando participaram 391 atletas. Essa será a menor Rússia de todos os tempos.

O motivo que causou tamanho encolhimento tem um nome: doping. Por causa do relatório produzido pela Wada (Agência Mundial Antidoping), que comprovou existir um verdadeiro política de estado russa de manipulação e acobertamento de exames positivos de doping, mais de 100 atletas russos foram proibidos de participar da Rio-2016, despertando a ira daqueles que se consideram injustiçados.

– Eles nos tiraram [da Rio-2016] de forma rude e sem nos dar chance de defesa – declarou a bicampeã olímpica no salto com vara Elena Isinbayeva, durante uma cerimônia no Kremelin que homenageou os russos que estarão competindo no Rio.

O atletismo foi a modalidade que mais desfacará a Rússia nesta Olimpíada, por causa do banimento total após decisão da Iaaf (Associação das Federações Internacionais de Atletismo). Mas haverá desfalques na canoagem, remo, levantamento de peso e natação.

Antes de Londres-2012, a Rússia apresentou seu recorde de participantes na Olimpíada de Pequim 2008, quando contou com a participação de 454 atletas.