Igor Siqueira e Jonas Moura
19/09/2016
15:35
Rio de Janeiro (RJ)

O presidente do Comitê Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, explicou nesta segunda-feira que não é tão simples atender à demanda dos clubes do Rio - no caso, Flamengo e Fluminense - para a utilização do Maracanã antes do prazo previsto para devolução do estádio por parte do Comitê, que é 30 de outubro.

Os clubes ainda mantêm a esperança de usar em jogos de outubro pelo Brasileirão, mas Nuzman evita fazer promessas. 

- A responsabilidade do Comitê é devolver o Maracanã como estava. Foram uma série de modificações feitas, questão de luz, som, alta tecnologia, fogos, tudo isso concatenado com música. Nosso objetivo é fazer o maior esforço possível. Já tivemos o pedido feito pelos clubes. Mas o mais importante é que possamos entregar e queremos fazer poder atender aos clubes, mas garantir isso hoje é impossível - afirmou Nuzman, em coletiva nesta segunda-feira. 

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, ressaltou que o Flamengo já fez uma consulta para que, caso o projeto Maracanã não vingue, o Engenhão seja uma alternativa encontrada. Nesse período, há, inclusive, um Fla x Flu a ser disputado.

- O estádio do Engenhão passa hoje para o Botafogo, que já está acompanhando a desmobilização. Há um pleito do Flamengo, se o Maracanã não for possível, para jogar no Engenhão. Liguei para o presidente do Botafogo para que não crie obstáculo a essa possibilidade para jogar no Engenhão, afinal de contas o Flamengo está perto da liderança do campeonato - afirmou Paes.

O presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, ainda crê que seja possível usar o Maracanã antes do fim de outubro e se coloca à disposição para ajudar no que puder.

Ainda sobre o assunto estádios, o Flamengo já pediu ao Ministério do Esporte para usar a estrutura de Deodoro, montada para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, mas ainda não obteve uma resposta.

O Maracanã passa por um momento de transição em relação à administração do estádio, já que o governo estadual do Rio pediu um estudo de viabilidade à FGV para realizar um novo processo de licitação, do qual os clubes também manifestam interesse de participar.