Felipe Domingues e Guilherme Cardoso
12/08/2016
19:56
Rio de Janeiro (RJ)

A Arena Carioca 2, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, bem que poderia ter mudado de nome, pelo menos por algumas horas, nesta sexta-feira. A festa protagonizada pela torcida brasileira durante os seis dias anteriores da disputa do judô ficou um pouco ofuscadas pelos franceses. Os europeus pareciam se sentir em casa para ver as lutas entre os pesados. Nem poderia ser diferente, pois o astro do dia na “Arena Parisiense” foi Teddy Riner.

Para qualquer lugar que você olhasse no local dava para observar pelo menos algum objetivo ligado à França. Camisas se futebol, bandeiras, faixas, cartazes... Isso sem contar as músicas durante os combates ou ao final deles, logicamente, com a vitória do competidor do país.

Riner não decepcionou. No primeiro combate, precisou de apenas 1m05 para bater Mohammed Amine Tayeb, da Argélia. Em seguida, passou pelo brasileiro Rafael Silva. Já na semifinal, a luta mais complicada contra o israelense Or Sasson, até chegar na decisão e vencer o japonês Hisayoshi Harasawa.

Com maneiras diferentes de vencer cada combate, o francês parece se sentir tranquilo durante as lutas. Não fica afoito para procurar qualquer golpe, insiste para manter a pegada no quimono dos adversários, consegue evitar quase todas as tentativas de ataque...

Vale dizer que o tamanho dele e a força física ajudam muito na categoria. Pesa o fato também de ele ser mais veloz que a maioria dos rivais. O resultado: invencibilidade desde 2008, entre os pesados, com 112 vitórias seguidas. O último tropeço foi justamente nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, na semifinal. Ele também teve um outro tropeço, em 2010, mas na extinta categoria absoluto, sem limite de peso.

- Cada competição é um novo começo. Gosto do meu esporte, gosto de desafios e gosto da medalha de ouro. Mas agora e para os próximos meses, estou de férias – afirmou Riner, que nunca foi de disputar muitas competições por temporada.

Sempre com o sorriso no rosto após os combates, Riner chegou a pedir para o público se calar após o título olímpico no Rio. Foi vaiado por parte da torcida, menos pelos franceses. Já no pódio, o aplauso foi total. Ele merece. Resta saber se alguém vai conseguir pará-lo.