Felipe Domingues e Guilherme Cardoso
12/08/2016
17:17
Rio de Janeiro (RJ)

Ufa! Demorou os sete dias de competição, mas finalmente saiu a primeira, e única, medalha do judô masculino nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira, Rafael Silva, o Baby, confirmou o que todos esperavam dele e conquistou um bronze na categoria pesado (mais de 100kg). Essa é a segunda láurea dele em uma Olimpíada, após ter obtido o mesmo resultado quatro anos atrás, em Londres-2012.

A campanha masculina, e de todo o Brasil na modalidade, ficou abaixo do esperado. Mas pelo menos, os homens conseguiram manter a sina dos últimos oito Jogos, quando pelo menos um atleta subiu ao pódio. No entanto, pela primeira vez, foram mais conquistas femininas duas (ouro de Rafaela Silva e bronze de Mayra Aguiar) contra um (a terceira colocação de Baby). Se não bastasse, o desempenho ficou abaixo do de Londres, quando foram quatro pódios.

A angústia pela ausência de uma láurea dos homens parece ter envolvido toda a Seleção Brasileira. Diversos judocas que tinham ido ao tatame nos dias anteriores, foram para as arquibancadas torcerem por Rafael Silva na parte da tarde, com a repescagem e a disputa pelo terceiro lugar. Não faltaram gritos de incentivos, como da mais nova campeã olímpica, Rafaela, de Maria Portela e até mesmo do técnico Luiz Shinohara, que não ficou na cadeira para orientar o lutador dessa vez.

- Estou muito feliz. Só tenho que agradecer a toda minha equipe, a todo mundo que acreditou no meu trabalho. Ganhar uma medalha em casa é muito bom - disse o judoca brasileiro.

- Torcida ajudou muito, me empurrou buscando cada ponto. Ouvi quando minha esposa (Bruna) gritou "Aqui é sua casa". Estou feliz demais, em casa é outra casa - acrescentou.

Mas não foi apenas o apoio vindo do público e de seus companheiros que levou Baby à medalha de bronze. O judoca se mostrou focado desde suas primeiras lutas. Venceu o hondurenho Ramon Pileta e o russo Renat Saidov por ippon. O problema veio nas quartas de final, quando teve pela frente o francês Teddy Rinner. O brasileiro até tentou controlar o combate e abrir uma brecha no jogo do multicampeão. Não deu, vitória do rival por wazari.

Um resultado até esperado e que não abateu o atleta do Brasil. Na repescagem, ele passou pelo holandês Roy Meyer e, em seguida, levou o bronze contra o uzbeque Abdullo Tangriev.

Baby tem a fama de ser um cara difícil de ser derrubado. Mais uma vez, ele provou isso. Um grande resultado para ele, um alívio para o judô masculino do Brasil.