Casa do Vôlei inaugura em Copacabana

Ary Graça na inauguração do QG da Federação Internacional durante a Rio-2016 (Foto: Divulgação/FIVB)

Daniel Bortoletto e Jonas Moura
05/08/2016
19:01
Rio de Janeiro

As prévias olímpicas de vários veículos especializados apontam de quatro a seis medalhas para o Brasil, nas competições de vôlei e vôlei de praia na Rio-2016. E quem concorda com os estudos otimistas é o brasileiro Ary Graça Filho, presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

Em entrevista ao LANCE!, nesta sexta-feira, o dirigente reforçou a ousada previsão dos estrangeiros, esbanjando otimismo para a performance das Seleções masculina e feminina de vôlei e das duplas Larissa/Talita, Ágatha/Bárbara Seixas, Pedro Solberg/Evandro e Alison/Bruno Schmidt.

- Conhecendo profundamente o vôlei brasileiro, posso afirmar para vocês que estamos preparados para disputar as finais das quatro categorias. E, quem sabe, contra nós mesmos na praia, já que nossas duplas são maravilhosas. Se a gente ganhar as quatro medalhas de ouro, seria o coroamento de um programa que começou em 1980, evoluiu degrau a degrau e amadureceu bem. Estou bem confiante mesmo - disse Ary, após a abertura da Casa do Vôlei, em Copacabana.

Na análise do dirigente, a maior dificuldade nas quadra será o tricampeonato da equipe comandada por José Roberto Guimarães.

- O feminino vai ter um pouco mais de dificuldade pois as adversárias são mais fortes. No masculino, não vejo isso. A Sérvia, que ganhou da gente, não está aqui. A Rússia vem desfalcada do grandalhão (Muserskiy) e sem o Markin. Mas não acho que sejam problema, tanto que nem se classificaram para as finais da Liga. Da França nós já ganhamos, dos EUA também. Por isso acredito que a gente deva ganhar.

Na praia, Ary elogiou as quatro parcerias:

- A praia está muito forte. A cabeça delas estão muito boa. Larissa e Talita estão muito confiantes no jogo delas. O Bruno é espetacular, um garoto com cabeça maravilhosa. Alison aprendeu, evoluiu muito psicologicamente. Ainda temos o Pedrão e o Evandro, que meio novo, mas pode surpreender como fez no Mundial. Acerta cinco saques e mata o jogo. Bárbara e Ágatha treinam exatamente em frente da minha casa. Vejo o esforço que estão fazendo. Elas merecem. Então estou achando que o Brasil vai fazer bonito no vôlei nestas Olimpíadas.

No fim, o presidente da FIVB admitiu que já teve percepção semelhante em edições recentes dos Jogos, quando era presidente da Confederação Brasileira (CBV), e caiu do cavalo:

- Também quero dizer que em Olimpíadas anteriores eu fui certo que ganharíamos os quatro de ouro e não ganhamos. Esporte é assim. Sempre depende do dia, mas temos gente muito boa nestes Jogos.