Presidente do COI, Thomas Bach, desembarca no Rio de Janeiro para os Jogos

Presidente do COI, Thomas Bach  (Foto: AFP)

RADAR/LANCE!
31/07/2016
14:59
Rio de Janeiro (RJ)

No Brasil desde a última quarta-feira, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, deu sua primeira entrevista oficial à imprensa mundial na manhã deste domingo. No Centro de Mídia Principal (MPC), Bach comentou sobre diversos temas envolvendo os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Entre os assuntos mais relevantes, ele falou sobre os escândalos de doping que atingiram a delegação russa, os problemas de segurança na cidade e as dificuldades que o Brasil tem enfrentado para realizar a Olimpíada.

Em determinado momento, apesar de mostra-se confiante quanto ao sucesso dos Jogos no Rio, Bach brincou com a situação ao utilizar a expressão: 'Olimpíada à la Brasil'.  Depois, acabou explicando a mensagem que quis passar:

- Como sempre, teremos alguns desafios de última hora. Mas, depois do que vimos nos últimos meses, nossos colegas brasileiros vão conseguir manter tudo sob controle. Estamos mais confiantes do que nunca que teremos uma ótima Olimpíada à la Brasil, aqui no Rio de Janeiro, daqui a cinco dias - disse, complementando:

- Falei Olimpíada "à la Brasil" no sentido de que acho que são Jogos cheios de paixão e vontade de aproveitar a vida - justificou. 

Nesta segunda, Thomas Bach conduzirá os membros do Conselho Executivo em uma visita à Vila Olímpica.

Confira os principais trechos da coletiva:

Vila Olímpica e Baía de Guanabara
- Quando cheguei havia relatos de problemas na Vila. Mas olha como está agora. É fantástico. Uma Vila linda. Houve um grande entendimento dos comitês trabalhando em conjunto. Tudo está sendo terminado. Sobre a água na Baía de Guanabara, estamos fazendo testes quatro vezes por dia que atestam a qualidade.

Decisão do COI sobre o sistema de manipulação de controle de doping da Rússia
- Temos de manter os trapaceiros longe dos Jogos. Estamos 2.200 atletas que já selecionamos para testes. Monitoramos os picos de performance, o histórico de testes, e 2.200 atletas foram selecionados para esse programa especial. Mais 700 recomendações para testes extras pra atletas de 96 países diferentes. Além disso temos um programa de analisar novamente Londres e Pequim, mais de 1.200 testes foram concluídos, para manter afastado quem tem qualquer tipo de problema com doping.

- Nessas decisões difíceis nunca haverá unanimidade. Em um debate como esse, que toca nossos princípios fundamentais e traz à tona questões complexas não somente no lado legal, mas moral. Se houvesse unanimidade, não seria um bom debate.

- Nenhum atleta russo pode entrar nos jogos se não preencher esses critérios. Ele reverte a presunção de inocência e força que o atleta prove ser limpo. Mas você não pode privar ninguém do direito de pelo menos ter a oportunidade de provar sua inocência. O Relatório McLaren revelou um sistema. E isso ele fez, de uma maneira chocante. Foi um ataque a tudo que queremos representar, um ataque aos Jogos Olímpicos. Mas o que temos de decidir é muito difícil, decidir o que esse sistema significa para cada indivíduo e quão longe você pode ir para punir um indivíduo por falhas ou manipulações do seu governo.

- Não (não tive contato com ninguém da delegação russa). Não falei com ninguém do governo russo desde a publicação do relatório McLaren, nem nos dias que precederam.

Problemas de segurança
- Temos total confiança nas autoridades brasileiras em relação à segurança. Estamos em contato, temos relatórios frequentes, e o COI está levando em consideração medidas de segurança relacionadas à Olimpíada. Mas temos total confiança na polícia e na força militar do Brasil.