Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, e Philip Craven, presidente do IPC (Foto: Igor Siqueira)

Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, e Philip Craven, presidente do IPC (Foto: Igor Siqueira)

Igor SIqueira
19/08/2016
15:27
Rio de Janeiro (RJ)

Como parte das medidas de ajuste no orçamento para a realização dos Jogos Paralímpicos, o Comitê Paralímpico Internacional, o Rio-2016 e o Comitê Paralímpico Brasileiro anunciaram nesta sexta-feira que as arenas vão "encolher" em relação aos Jogos Olímpicos.

Como a procura por ingressos está abaixo do que foi esperado, o número de lugares disponíveis nos eventos foi reduzido.

- Nossa capacidade agora é de 2,4 milhões. Chegamos a falar em 3,1 milhões anteriormente. Mas a meta de vendas de ingressos é 2 milhões - disse o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, acrescentando:

- Tem uma economia de escala, tem menos espectadores para atender, logo você tem menos despesa. Você reduz a área global, reduz despesa. Enfim, reduzir a capacidade de público gera redução de despesa.

Com essa projeção, segundo o presidente do Comitê Paralímpico Internacional, Sir Philip Craven, a Rio-2016 terá menos audiência in loco do que outras edições.

- Ficará atrás de Londres e Pequim - disse ele.

A informação de momento é que 300 mil ingressos foram vendidos. A baixa procura é uma das razões que gerou o pedido de "socorro" às autoridades municipais e federais. Será necessário um aporte de R$ 250 milhões ao todo, sendo R$ 150 milhões da Prefeitura e R$ 100 milhões do governo federal.

Outra medida anunciada é que a esgrima de cadeira de rodas será tirada de Deodoro e vai ser instalada na Arena Carioca 3. Em Deodoro, haverá o hipismo, tiro e futebol de 7, onde teve a competição de rúgbi. Assim, o Parque Paralímpico, que será aberto a partir do dia 8 de setembro, ficará com mais modalidades e a expectativa é que se torne mais atrativo.